quarta-feira, 23 de julho de 2008

Saudade de você

Não é que eu estava acostumada à você
e agora eu sofro por não tê-lo aqui
Não, não era costume
Chame do que quiser, mas eu não estava acostumada à você
Chame de amor, companheirismo,
Pode também chamar de "aconchego que me fazia dormir melhor"
ou de "ligações que me faziam voltar correndo pra casa"
Mas não, eu não estava acostumada a você...
Você faz muita falta sim
Seus beijos, seus abraços
Até suas mordidinhas (eu acho)
Mas eu não estava acostumada à você
Minha alma simplesmente encontrou a sua!

domingo, 20 de julho de 2008

Atravessando a Rua

Semana passada deixei Thiago atravessar a nossa rua pela primeira vez e confesso não ter sido fácil. Deixá-lo crescer não é tão simples assim, mas eu acredito ter me esforçado para isso desde que ele era bebê. Neste dia precisei de uma ajudazinha extra de Beto, que me encorajou dizendo "ele já está grande", "ele já tem 11 anos", "Bruno já vem andando sozinho da casa da minha mãe", "se não deixar ele atravessar sozinho, ele não vai aprender nunca", etc. Me aproveitei do fato de que Thiago é louco por pão e não havia nenhum em casa, para dizer para ele "Quer pão? Então vá comprar!" com a maior tranquilidade, quando na verdade eu estava nervosa! Tudo isso porque eu acho essa rua muito movimentada, ainda mais na hora que ele foi, sem falar nos motoristas que não costumam respeitar os pedestres. Mas ele foi... Tentou me persuadir a ir com ele, mas eu mostrei-lhe que tinha muitos pratos pra lavar e prometi um sanduíche muito gostoso quando ele voltasse. E ele voltou são e salvo. Registrei todos os seus movimentos da minha varanda. Torcia para que ele agisse com cuidado e atenção. Vi quando ele ia atravessar, mas logo voltou. Vi quando dava para ele ter ido, mas ele não foi. Enfim, um aprendizado para nós dois! Terminei prometendo à Beto que daria tarefinhas para ele ter de atravessar a rua mais vezes, como comprar alguma coisa na padaria ou alugar um filme.

domingo, 6 de julho de 2008

Seus 11 Anos

Ah, que saudade que eu tenho da aurora da sua vida, da sua infância querida, que os anos não trazem mais... Ah, Thiago... Como você era fofo pequenininho... E sei que todo mundo te amava e queria ficar com você e te apertar todinho! Mas agora aos onze anos, outras crianças chegaram e também querem esse lugar de carinho e atenção constantes. Sendo sua mãe, te garanto que desse posto você nunca saiu! E no meu coração você ocupa um lugar único! Entendo também que as mudanças devem estar mexendo com você. Deixando de ser criança, participando mais de atividades com os homens. Percebi o quanto você me surpreendeu e me deixou orgulhosa com a sua cavalgada na fazenda. Você galopava! Sei que você sempre me quis bem, me enchia de beijinhos, de amor e de carinhos. Só que de uns tempos pra cá, percebo certa impaciência. Quero chegar perto e você recua! Deixou de ser um cachorrinho que eu podia colocar no colo, para ser um gatinho que me arranha quando eu quero abraçar e fazer carinho. Mas de gatos eu entendo. Temos três. E te criei com essa liberdade e independência. Ou pelo menos acho que sim. Sei que você sempre foi um filho responsável, obediente e honesto. Eu nunca precisei checar sua agenda da escola. Confiava sempre quando você me dizia “já fiz” ou “já escovei”. Então é isso. Eu vejo você crescer, se desprender cada vez mais de mim, mas percebo a minha necessidade de terminar de lapidá-lo. Quando observo as suas reações mal-humoradas, quero prontamente chamar a sua atenção para que quando eu não esteja por perto, você trate bem as pessoas. Quando vejo que você se esqueceu de dizer um “obrigado”, “por favor” ou “com licença”, vou correndo sussurrar em seu ouvido. E, dessa forma, vou continuando o meu trabalho... Te amo muito!


Você era tão pequenininho
Cabia dentro de mim
Agora são os meus pés
Que cabem dentro dos seus sapatos!
Sei que você cresceu
Mas posso continuar a te encher de beijinhos
Mesmo na frente dos seus amiguinhos?