domingo, 23 de janeiro de 2011

Divorciada e Comprometida

Depois de praticamente 10 anos (o tempo do meu relacionamento com Beto) finalmente o meu divórcio saiu. Esse foi meu melhor presente de Natal e foi muito bom começar o novo ano com isso resolvido.

Precisei casar no civil porque ele era estrangeiro. Até que tentei, mas não deu certo. E quando me dei conta que a única pessoa que estava tentando alguma coisa era eu, pedi que ele voltasse pro Chile. E essa era a única vontade que eu tinha. Nem queria pensar em divórcio. Pra quê? Segundo Ross isso não me afetaria em nada. Só de vez em quando, se eu precisasse preencher algum formulário, eu checaria o quadrinho de casada, ao invés de solteira. E eles ficam bem ao lado um do outro!

Rachel: What-wh-what so we’ll just stay married forever?!

Ross: Okay, look, how is this gonna affect you? Really? I mean you fill some form out once and a while and instead of checking the box that says Ms you check the box that says Mrs.! It’s right next to it!

Rachel: Ohh, okay, I’m sorry. You’re right. Y’know what? We absolutely can stay married, because I was under the impression that the boxes were far away from each other. All right, look, just please, take a moment here and think about what you’re asking of me.

Season 06 Episode 01

Por isso eu não entrei com o pedido de divórcio logo no início. Eu só queria me separar. Mas quando conheci Beto (e quem ainda não ouviu essa história, só vai conhecer depois do nosso casamento =) era importante que eu me divorciasse. Tinha que estar livre para quando ele me pedisse em casamento, não? Hun... Na verdade a gente já começou nosso relacionamento “casados”, então era mais para nós dois sentirmos que estávamos inteiro um com o outro. Mas o meu sobrenome de casada começou a me incomodar muito.

Todo esse processo demorou quase 10 anos. E assim que recebi a notícia e os documentos do divórcio, adivinhem qual foi a primeira coisa que eu fiz? Pedi Beto em casamento! Bem, a gente já tinha trocado alianças e conversado sobre o assunto. Já iríamos nos casar no civil mesmo quando decidimos morar fora. Mas o divórcio não saiu e a viagem não deu muito certo. Então não havia um objetivo concreto para casarmos, já nos sentíamos casados. Mas a celebração e a declaração pública continuavam sendo importantes para mim.

E é nessa fase que estamos: “noivos”. E estamos planejando nosso casamento juntos. Como eu sou assim agoniada, ansiosa... não aguentei e já contei para praticamente todo mundo!! (Literalmente todo o mundo, já que este é um blog aberto =). Fui repreendida, é claro. Mas não contive a emoção e a alegria. Só preciso contar para a pessoa mais importante: meu pai! E perguntar se ele poderá ajudar com a festa. Se não, metade do que planejamos não será possível...

Para minha mãe não foi nenhuma novidade. Ela tratou logo de me dar um livro para ler. A princípio achei a ideia estranha... Será esta uma forma de me persuadir a desistir de casar? Ela também pediu para as minhas irmãs lerem alguma coisa antes de se casarem? Mas levamos o livro para nossa trilha de Ano Novo e começamos a ler juntos.

Comprometida, de Elizabeth Gilbert, é interessante (mas não causa as mesmas emoções de Comer Rezar e Amar). Liz Gilbert entrevista pessoas de diferentes culturas, descrevendo seus casamentos. Conta também a história por trás desta instituição através de suas próprias pesquisas, o que tornou o livro um pouco mais interessante para Beto, que adora história. Engraçado que a tradução do subtítulo “a Skeptic Makes Peace with Marriage” (uma cética faz as pazes com o casamento) ficou “Uma História de Amor”. Mas Liz, de fato, não mais acredita no casamento e se vê obrigada a se casar se quiser continuar a se relacionar com Felipe (por conta da imigração). Isso faz com que ela inicie uma pesquisa para compreender o casamento e tentar fazer as pazes com ele, o que torna sua leitura científica, mas ainda assim, uma declaração de amor.

Além de Liz, estamos lendo muita coisa na internet, conversando com amigos e entre a gente, decidindo, escolhendo, pesquisando... Mas até o momento só sabemos o que não queremos:

1. não queremos padre

2. não queremos igreja

3. não queremos ostentação

4. não queremos docinhos que têm mais enfeites que doce

5. não queremos que ninguém use terno no calor de Salvador

6. também não queremos que ninguém use salto alto, porque vai ser na grama

7. não queremos ninguém na festa que nenhum de nós dois conheça

8. não queremos chuva

9. não queremos sermões

entre outros "não queremos"

Ah... Preciso me lembrar que ainda falta falar com o meu pai para pedir a festa de presente!! Mas enquanto isso vamos planejando... =)

2 comentários:

Cris disse...

Muito bem... Muitas vezes a genet tem de determinar o que NAO se quer pra encontrar o que se quer.
Beijos em vocês dois,
faltam quantos dias mesmo? hehehe

Marcia Torres disse...

Kari!
Que lindo!
Vc sempre me surpreende!!!
Desejo toda a felicidade do mundo para vcs 3!!!
Beijossssssss