quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nós nos declaramos marido e mulher

Será mesmo que toda menina quer casar? Que todas elas têm esse sonho de entrar na igreja vestindo branco? Que mesmo aquelas mais rebeldes e diferentes (me chamou?=) no fundo no fundo querem também casar?

Eu quero. Sempre quis. Mas o caminho que eu escolhi para seguir na minha vida foi muito customizado. Como um roupa bacana que você vê na vitrine, mas logo quer colocar algumas rendas e laços, eu enfeitei muito meu caminho... Quis ele bem diferente do caminho dos outros...

Quis ter filho aos 22, ainda na faculdade, quando todo mundo espera chegar perto dos 30 e, com certeza, estar formado. Saí de uma casa rica para morar em um bairro muito humilde, porque era o único aluguel que eu conseguia pagar. Me juntei, me separei, casei em cartório só porque ele era estrangeiro e me juntei de novo, pela terceira vez. E, dessa vez mais madura e cansada de errar, acertei!

E é com ele quem quero ter o casamento que eu não tive. Poderia até ser em igreja, mas aos 36, depois de ter chorado em tantos casamentos, acho que pode ser de outra forma. Não frequentamos igreja, então por que devo me casar em uma? Sou uma pessoa muito simples para ouvir aqueles sermões rebuscados... A cerimônia católica é demorada demais e às vezes o padre fala fala e não se entende nada... Às vezes tudo é muito metafórico e exige-se muita interpretação. Gosto de me sentir à vontade. Gosto da simplicidade. Gosto de saber que Deus está em mim e em cada um de nós. Acho que as pessoas casam na igreja por causa da família de tradição católica ou porque as igrejas são mesmo muito bonitas.

Ah, mas ver a noiva entrar na igreja sempre me emociona. E quanto mais longo o tapete vermelho melhor. E logo em seguida é preciso olhar logo para o noivo para não perder nem um detalhe da emoção dos dois. É como reviver a primeira vez que se viram e sentiram que foram feitos um para o outro. Mas do que é que eu estou falando? Nunca passei por isso!

Então quero. Quero saber como é esta emoção. Nós já nos declaramos marido e mulher há mais de 10 anos. Sinto-me casada. Ele também. Trocamos alianças um com o outro, revivendo a cena de Corpse Bride*, mas, ainda assim, quero compartilhar nosso amor com nossas famílias e amigos. Quero ter um dia para nunca ser esquecido. Quero ter mais esta história pra contar. Quero formalizar (eu, tão informal, posso até entrar em contradição aqui, mas a vida não é cheia de dualidades?) nossa união. Quero que todos sejam testemunhas do nosso amor. Quero declarar publicamente que quero amá-lo até que a morte nos separe. Mas peraê... A morte não separa nada... Então ficaremos para sempre juntos.... até o amor durar =)

*"With this hand, I will lift your sorrows. Your cup will never empty, for I will be your wine. With this candle, I will light your way in darkness. With this ring, I ask you to be mine"

3 comentários:

Cris disse...

QUE LINDO!!!! Adorei seu texto, adorei nossa conversa ontem e estou emocionada com o processo do casório de vocês. Apesar de gostar dos casamentos tradicionais, eu acho eles bem brega hehehe. Meu casamento também foi simples, sem padre e muito a nossa cara. Nao me arrependo. Cheguei a conclusao que quanto mais o casamento é a sua cara, mais gostoso fica pra todos e no final das contas, depois de casadinhos, vocês vao adorar ouvir os convidados repetindo anos depois: "poxa, o casamento de Kari e Beto foi o mais bacana que eu já fui".

Muito boa sorte pra vocês. E até breve!

Gustavo disse...

Kari,

A lágrima inesperada* visitou o meu olhar ao ler o seu texto. Que música linda a história de vocês. Sinto-me honrado de poder estar ao lado de vocês dois num momento tão importante. É como se estivéssemos, todos, novamente, proferindo nosso amor, em público, e, assim, consagrando a nossa história de "free spirits".

Concordo com Cris: quanto mais a sua "cara" for a cerimônia, mas significado ela terá para vocês dois e mais pessoas sairão de lá dizendo: "Esse foi o casamento mais lindo que eu já fui".

No meu caso, posso afirmar que dois casamentos se encaixam nessa categoria divina: o de Lia (mãe de Luca) e o meu com Ali. Siga o nosso exemplo!

We love you!

*"Lágrima Inesperada" é o nome de uma canção dos Mundamundistas, que fala sobre o amor e sobre estas "lágrimas inesperadas" que nos invadem subitamente.

Gustavo disse...

Kari,

A lágrima inesperada* visitou o meu olhar ao ler o seu texto. Que música linda a história de vocês. Sinto-me honrado de poder estar ao lado de vocês dois num momento tão importante. É como se estivéssemos, todos, novamente, proferindo nosso amor, em público, e, assim, consagrando a nossa história de "free spirits".

Concordo com Cris: quanto mais a sua "cara" for a cerimônia, mas significado ela terá para vocês dois e mais pessoas sairão de lá dizendo: "Esse foi o casamento mais lindo que eu já fui".

No meu caso, dois casamentos encaixam-se nessa categoria "divina": o de Lia (mãe de Luca) e o meu com Ali.

Sigam o nosso exemplo!

We love you!


*"Lágrima Inesperada" é o nome de uma canção dos Mundamundistas, que fala do amor e destas "lágrimas inesperadas" que nos invadem subitamente.