quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gravidez aos 36 - A Menstruação não veio! Será??

Tudo meu é pra ontem, então meu bebê também! Já queria estar grávida e contar ao mundo! Tudo começou em 1º de abril, não foi? E não era mentira!

1º/04/09 = Beto pediu para conversar comigo, como o famoso "precisamos conversar" que assusta qualquer um e faz você pensar "o que será que eu fiz de errado?" =)
10/04/09 = Beto confirmou seu desejo e a partir daí passei a registrar TODAS as datas que namorávamos, a escrever M para menstruação, +/-, + (ou desenhava uns coraçõeszinhos) e - para acompanhar meu período fértil através de um calendário mensal que eu prendo na geladeira com um ímã.

Eu registrava tudo em um caderninho que foi escolhido para ser o meu Diário de Gestação. Quem me conhece sabe que escrevo desde muito novinha, em cadernos e agendas (que nunca eram suficientes), que guardo até hoje lá em cima do meu armário e que, de vez em quando, releio como mais uma forma de me conhecer melhor. Além desse caderninho, já havia encomendado a Agenda da Gravidez, da Drª A. Christine Harris, que eu ganhei quando estava grávida de Thiago e me apaixonei! Mas eu sabia que, como as minhas agendas da adolescência, ela não seria suficiente para tanta coisa que eu precisava contar. Para quem? Pro mundo!!! E por isso decidi blogar sobre o assunto. Eu simplesmente preciso escrever!!

Neste caderninho eu controlava meu período fértil e registrava as datas que eu e Beto namorávamos. Parece maluquice, mas eu sou assim: a mulher das listas, dos registros, dos calendários, das agendas, etc. Registrei tudo até 22/10/2009!!! Aí cansei, me frustrei, fiquei triste, me culpei: "por isso esse bebê não quer vir ao mundo", "tanto controle", "tanto estresse"... Dizia a mim mesma que precisava relaxar e esquecer. Mas como?? Im-pos-sí-vel!! Toda chegada de menstruação era uma expectativa e uma ansiedade muito grande, seguida por uma frustração e tristeza maiores ainda... Eu colocava o tal do "M" no calendário da cozinha seguido por uma "?". E daí seguiam-se os piores dias do mês: esperar se a menstruação vinha ou não... e quando ela atrasava, tinha que aprender a conter a vontade de já sair celebrando.

E foi isso que aconteceu logo no 1º mês...No dia 29/04/2009, quarta-feira, eu escrevi: "a minha menstruação deveria ter chegado segunda-feira e até agora nada! Será? Logo de 1ª? Uau! Mas também, namoramos bastante na semana fértil. E bem no dia MAIS fértil de todos! Mas eu achava que, mesmo assim, talvez não pudesse acontecer logo de 1ª, porque poderia ter resquícios da pílula. Mas falei com Cris ontem, pelo Skype, e ela me disse que as pílulas de hoje em dia não são fortes assim e me contou sobre uma amiga que engravidou assim que parou de tomar a pílula para fazer um exame. Será? Será??"

Bem, minha menstruação chegou na sexta e nesse dia eu escrevi: "Eu já havia dado as boas vindas. Já havia iniciado a 1ª de muitas conversas. Já queria fazer sua trilha sonora. Enfim, esta sou eu. Pensando e decidindo coisas lá na frente e me pré-ocupando, ao invés de viver o aqui e o agora. Mas foi emocionante! A cada hora que ia ao banheiro, uma alegria: não havia sinal da menstruação! E o desejo de ser mãe crescia. Mãe de uma criança de Beto! Desejava sentir a barriga crescendo, os seios aumentando... Imaginava seu nascimento. Uma criança fruto de um amor maduro e de um pai presente. E ficava feliz só em saber que este também era um desejo dele.

E, desde essa época, a minha menstruação continuou chegando por longos 2 anos e 5 meses...



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Gravidez aos 36 - Como tudo começou

Quem não sabia, vai ficar sabendo agora: estou grávida!! Para quem acompanhou a contagem regressiva do meu blog, não casamos porque eu estava grávida e nem esperamos para engravidar depois de casar. A vontade de ter um bebê vem desde 1º de abril de 2009. E é essa a primeira história que eu tenho para contar. A primeira de muitas que eu espero poder escrever. Então já sabem, meus próximos posts provavelmente serão sobre a minha gravidez aos 36 =)

Tudo começou no dia 1º de abril de 2009 quando Beto me chamou para conversar. Ele adora falar "precisamos conversar" e me deixar ansiosa, mas desde que voltamos da Nova Zelândia essa tem sido uma prática bastante comum. Prometemos uma ao outro conversar. Conversar sempre para não deixar nada acumular e conversar com ele mais do que com o meu terapeuta foi um dos nossos combinados. Então, quando Beto disse que queria conversar comigo, eu achei que fosse uma das nossas conversas habituais e não fiquei ansiosa (o que é foi um grande passo pra mim!) e, à noite, recebi o maior presente!! Beto me contou que está há muito tempo pensando em ter um filho!!

Nosso plano original era morar na NZ e, depois de estabelecidos, ter um bebê. Mas como não foi tão simples assim, voltamos para Salvador e refizemos nossos planos. Foi então que veio esse pedido e eu fui totalmente pega de surpresa, porque, na minha cabeça, Beto não pensava em ser pai e, como eu já tenho Thiago, era um assunto que eu não abordava. Depois de um tempo de namoro, eu cheguei a perguntar uma (ou duas vezes só para ter certeza) e concluí que não era vontade dele. Acho que já estava antecipando a síndrome do "ninho abandonado" e fazendo planos de viagens, cursos, vida à dois,...

Mas é claro que a idéia de ter um filho com Beto estava sempre suspensa no ar. Vira e mexe alguém perguntava, quando ia ao médico ele perguntava, quando fazia ultrasons de rotina perguntavam "não vai ter outro? seu útero está ótimo, está pronto..." e, há exatamente uma semana, foi a vez do meu terapeuta me perguntar! Querer eu sempre quis, mas achava que Beto não queria e descartei a idéia.

Por isso fiquei tão feliz (e surpresa), mas disfarcei meu sorriso largo, de ponta a ponta, porque ele queria conversar sério. Mas eu já não conseguia disfarçar a minha alegria. Queria jogar fora a minha cartela de pílulas (exatamente como fiz quando decidi ter Thiago) e engravidar na mesma hora!!

Há poucos dias havia escrito a minha carta à Deus (inspirada em Liz Gilbert) e pedi que o meu divórcio saísse (litigioso, de um casamento anterior com um estrangeiro) e que eu e Beto ficássemos cada vez mais unidos pelo nosso amor. Também há poucos dias havia conversado com a minha mãe sobre o "vazio da minha vida". E hoje recebo este pedido? Na verdade, não foi um pedido para TER um filho, mas sim para PENSAR em ter um. Só que eu interpretei o pedido como uma resposta à minha carta. Eu não tinha dúvidas e não precisava pensar em mais nada! "Essa criança já foi concebida", eu pensava. A sua alminha já está nos rondando, pronta pra encarnar (e olhe que não sou espírita). Eu não tinha dúvidas!

No dia seguinte, queria gritar ao mundo que iria ter um filho com Beto. Eu irradiava alegria. Me pegava sorrindo sem saber por quê. Cheguei a mandar uma mensagem para Beto dizendo que me sentia nas nuvens e perguntando o que ele achava do nome Liz. Apenas Liz, mas sabendo que vinha de Elizabeth, heroína do romance Frankstein, um dos livros favorito (e lido diversas vezes) de Beto. Foi então que Beto entendeu porque estava com  medo de me contar...

Beto me disse que já estava pensando em ter um filho há muito tempo, mas não quis me contar logo, porque sabia que eu ia agir  assim: impulsiva, precipitada, agoniada, etc. Ah! Como ele me conhece bem! Então ele teve um papo sério comigo e reforçou o pedido: não era para TER era para PENSAR em ter!

E eu fiquei triste e chorei como uma garotinha que não ganhou a boneca que tanto sonhava. Eu sei que é uma metáfora uma tanto imatura, ainda mais vindo de uma mulher de 34 (escrevi esse texto em 1º de abril de 2009, em um caderninho especial que eu havia já separado para ser o meu diário da gravidez), mas eu me senti triste.  Beto não falava com todas as letras "vamos ter um filho" e eu assumia para mim mesma que já estava grávida, já queria escolher o nome, contar para todo mundo e pedir as roupas de grávida da minha irmã emprestadas!

Mas eu fui me acalmando, porque se não eu assustaria Beto e ele não iria querer ter filho com uma louca! A gente conversava aos pouquinhos, de vez em quando os meus pensamentos me atropelavam e eu dizia alguma coisa futurística tipo "onde será o quarto do bebê?", mas cortava logo com um "nada não" ou "deixa pra lá". Como é difícil pra mim não ir ao futuro dar uma espiadinha...

Cheguei a mandar um e-mail pra Cris na manhã seguinte, conversar com a minha mãe (mas isso sugestão de Beto) e a sondar Thiago ("você gostaria de ter um irmãozinho ou irmãzinha?").

Bem, Cris achou que fôssemos casar, por causa do meu suspense, minha mãe achou Beto muito maduro ao querer constituir uma família comigo depois de 9 anos de relacionamento e Thiago achou que eu já estivesse grávida e começou a pular na minha frente!

E eu  fiz um esforço para não encher o saco de Beto com mil perguntas e tentei me acalmar e ser mais serena. Mas sábado era dia de recomeçar a tomar a pílula e eu não sentia a mínima vontade...

Fizemos uma tabelinha no calendário da geladeira e eu joguei fora as pílulas (e doei as 4  cartelas que eu tinha em estoque). Mas também não queria que o nosso bebê fosse concebido sem antes confirmar seu desejo! Nesse meio tempo, revi nossas contas, me informei sobre como gastar menos, voltei a planilhar nosso gastos, prometi a mim mesma mais economia e a economizar pensando em nosso filho ou filha, e foi então...

... que Beto finalmente confirmou o seu desejo!

p.s. Diz ele que ia comprar flores e me dar a notícia, mas foi sem flor mesmo! Presente maior foi sentar com ele para pesquisar os possíveis nomes na internet, quem de famoso tem esse nome e qual seu significado!





quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Jurada

Fui convidada para ser jurada do DesCOC, o desfile para a escolha do Garoto e Garota COC. Cada escola do sistema COC de educação faz o seu concurso de beleza e, hoje, foi a final do Sartre COC Salvador. Foi super divertido participar deste júri, ainda mais ao lado da ex-Miss Bahia, Paloma =) Nem preciso dizer que me senti importante, hun? O mais interessante é que eu cheguei mais cedo e pude assistir ao ensaio final e aproveitei para dar uma olhada geral nos 30 candidatos (15 meninos e 15 meninas). Bati o olho em uma delas e pensei "é esta". E não era só pela beleza, ela tinha atitude e charme. Percebi logo um piercing em seu nariz... Pronto. Nem preciso assistir mais ao desfile. É ela mesmo, com certeza. Mas o show começou e eu iniciei minha análise criteriosa e atenta. Confirmei a minha candidata. Tínhamos que dar notas até 10, mas precisei criar um jeito próprio para as minhas observações. Não bastava dar uma nota, eu precisava escrever comentários que só iriam servir para mim mesma, do tipo fofinha, séria, charmosa, linda, bonita, simpática, OK, etc. Os comentários dos meninos foram parecidos, mas como muitos me lembravam celebrities, eu escrevia adjetivos como Erik charming (sim, ele mesmo, Erik Northman de True Blood), charmoso, super charmoso, OK, bonito, sério, Adam Brody, Ashton Kutcher, etc. Os meninos deram mais trabalho para eu escolher o meu fave, que foi o "Adam Brody". E eles me divertiram muito com seus sorrisos charmosos e olhares bad boys do tipo "how you doing" do Joey Tribbiani.  E a surpresa da noite foi que a minha favorita, aquela que eu bati o olho ainda no ensaio e disse "é essa", ganhou!! E eu fiquei muito feliz! E mais ainda quando me dei conta que ela era uma figurinha que me deu muito trabalho aos 13 anos... Como ela mudou! Está tão diferente que não a reconheci. Só depois que vi seu nome e a sede onde estudava soube que era ela. Então fui dar meus parabéns e fiquei mais feliz ainda quando vi que ela lembrava de mim (e de todo o trabalho que me deu...).