terça-feira, 27 de setembro de 2011

Gravidez aos 36 - Como tudo começou

Quem não sabia, vai ficar sabendo agora: estou grávida!! Para quem acompanhou a contagem regressiva do meu blog, não casamos porque eu estava grávida e nem esperamos para engravidar depois de casar. A vontade de ter um bebê vem desde 1º de abril de 2009. E é essa a primeira história que eu tenho para contar. A primeira de muitas que eu espero poder escrever. Então já sabem, meus próximos posts provavelmente serão sobre a minha gravidez aos 36 =)

Tudo começou no dia 1º de abril de 2009 quando Beto me chamou para conversar. Ele adora falar "precisamos conversar" e me deixar ansiosa, mas desde que voltamos da Nova Zelândia essa tem sido uma prática bastante comum. Prometemos uma ao outro conversar. Conversar sempre para não deixar nada acumular e conversar com ele mais do que com o meu terapeuta foi um dos nossos combinados. Então, quando Beto disse que queria conversar comigo, eu achei que fosse uma das nossas conversas habituais e não fiquei ansiosa (o que é foi um grande passo pra mim!) e, à noite, recebi o maior presente!! Beto me contou que está há muito tempo pensando em ter um filho!!

Nosso plano original era morar na NZ e, depois de estabelecidos, ter um bebê. Mas como não foi tão simples assim, voltamos para Salvador e refizemos nossos planos. Foi então que veio esse pedido e eu fui totalmente pega de surpresa, porque, na minha cabeça, Beto não pensava em ser pai e, como eu já tenho Thiago, era um assunto que eu não abordava. Depois de um tempo de namoro, eu cheguei a perguntar uma (ou duas vezes só para ter certeza) e concluí que não era vontade dele. Acho que já estava antecipando a síndrome do "ninho abandonado" e fazendo planos de viagens, cursos, vida à dois,...

Mas é claro que a idéia de ter um filho com Beto estava sempre suspensa no ar. Vira e mexe alguém perguntava, quando ia ao médico ele perguntava, quando fazia ultrasons de rotina perguntavam "não vai ter outro? seu útero está ótimo, está pronto..." e, há exatamente uma semana, foi a vez do meu terapeuta me perguntar! Querer eu sempre quis, mas achava que Beto não queria e descartei a idéia.

Por isso fiquei tão feliz (e surpresa), mas disfarcei meu sorriso largo, de ponta a ponta, porque ele queria conversar sério. Mas eu já não conseguia disfarçar a minha alegria. Queria jogar fora a minha cartela de pílulas (exatamente como fiz quando decidi ter Thiago) e engravidar na mesma hora!!

Há poucos dias havia escrito a minha carta à Deus (inspirada em Liz Gilbert) e pedi que o meu divórcio saísse (litigioso, de um casamento anterior com um estrangeiro) e que eu e Beto ficássemos cada vez mais unidos pelo nosso amor. Também há poucos dias havia conversado com a minha mãe sobre o "vazio da minha vida". E hoje recebo este pedido? Na verdade, não foi um pedido para TER um filho, mas sim para PENSAR em ter um. Só que eu interpretei o pedido como uma resposta à minha carta. Eu não tinha dúvidas e não precisava pensar em mais nada! "Essa criança já foi concebida", eu pensava. A sua alminha já está nos rondando, pronta pra encarnar (e olhe que não sou espírita). Eu não tinha dúvidas!

No dia seguinte, queria gritar ao mundo que iria ter um filho com Beto. Eu irradiava alegria. Me pegava sorrindo sem saber por quê. Cheguei a mandar uma mensagem para Beto dizendo que me sentia nas nuvens e perguntando o que ele achava do nome Liz. Apenas Liz, mas sabendo que vinha de Elizabeth, heroína do romance Frankstein, um dos livros favorito (e lido diversas vezes) de Beto. Foi então que Beto entendeu porque estava com  medo de me contar...

Beto me disse que já estava pensando em ter um filho há muito tempo, mas não quis me contar logo, porque sabia que eu ia agir  assim: impulsiva, precipitada, agoniada, etc. Ah! Como ele me conhece bem! Então ele teve um papo sério comigo e reforçou o pedido: não era para TER era para PENSAR em ter!

E eu fiquei triste e chorei como uma garotinha que não ganhou a boneca que tanto sonhava. Eu sei que é uma metáfora uma tanto imatura, ainda mais vindo de uma mulher de 34 (escrevi esse texto em 1º de abril de 2009, em um caderninho especial que eu havia já separado para ser o meu diário da gravidez), mas eu me senti triste.  Beto não falava com todas as letras "vamos ter um filho" e eu assumia para mim mesma que já estava grávida, já queria escolher o nome, contar para todo mundo e pedir as roupas de grávida da minha irmã emprestadas!

Mas eu fui me acalmando, porque se não eu assustaria Beto e ele não iria querer ter filho com uma louca! A gente conversava aos pouquinhos, de vez em quando os meus pensamentos me atropelavam e eu dizia alguma coisa futurística tipo "onde será o quarto do bebê?", mas cortava logo com um "nada não" ou "deixa pra lá". Como é difícil pra mim não ir ao futuro dar uma espiadinha...

Cheguei a mandar um e-mail pra Cris na manhã seguinte, conversar com a minha mãe (mas isso sugestão de Beto) e a sondar Thiago ("você gostaria de ter um irmãozinho ou irmãzinha?").

Bem, Cris achou que fôssemos casar, por causa do meu suspense, minha mãe achou Beto muito maduro ao querer constituir uma família comigo depois de 9 anos de relacionamento e Thiago achou que eu já estivesse grávida e começou a pular na minha frente!

E eu  fiz um esforço para não encher o saco de Beto com mil perguntas e tentei me acalmar e ser mais serena. Mas sábado era dia de recomeçar a tomar a pílula e eu não sentia a mínima vontade...

Fizemos uma tabelinha no calendário da geladeira e eu joguei fora as pílulas (e doei as 4  cartelas que eu tinha em estoque). Mas também não queria que o nosso bebê fosse concebido sem antes confirmar seu desejo! Nesse meio tempo, revi nossas contas, me informei sobre como gastar menos, voltei a planilhar nosso gastos, prometi a mim mesma mais economia e a economizar pensando em nosso filho ou filha, e foi então...

... que Beto finalmente confirmou o seu desejo!

p.s. Diz ele que ia comprar flores e me dar a notícia, mas foi sem flor mesmo! Presente maior foi sentar com ele para pesquisar os possíveis nomes na internet, quem de famoso tem esse nome e qual seu significado!





6 comentários:

Mãe para Mães disse...

Adoramos a notícia!

Cris disse...

ai que lindo, amiga... tô adorando que vc voltou a blogar, ainda mais por um motivo tao maravilhoso.

P.S. Liz é um nome lindo:-)

Marcia Torres disse...

Kari,

super hiper mega feliz por vcs!!
Eu já consigo vê-la com o seu bebezinho(a) no colo!

Parabéns!!!

Amo vc!!!

Carla disse...

Cari, Adoro ler o seu blog!!!!!
Quando te conheci, a primeira impressao que tive foi de que vc era uma pessoa tímida, tranquila, com um bom coraçao, mas realmente nao imagiva toda essa ebuliçao interior que vc consegue transmitir com tanta clareza no seu blog.
Nao tivemos a oportunidade de conviver muito, entretanto cada vez que leio a filosofia Cariniana (heheheh) é impossivel nao me apaixonar por vc e por Beto: Que linda vc é, Cari! E beto e a relaçao de vcs!
Estou muito feliz com a chegada desse bebê na vida de vcs!
Vou acompanhar a gravidez de vcs aqui pelo seu blog e assim, apesar de nao podermos conviver pessoalmente estarei proxima a pessoas que tanto amo e admiro.
Bj no coraçao,
Carla

Gustavo disse...

Vai dar tudo certo!

Love you two!

Ban

Inês Fontes disse...

Kari,

Parabéns!!!
Uma delícia ler seu relato.

Bjs.