quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Gravidez aos 36 - Fila Preferencial

Dizem que uma das vantagens de estar grávida é poder pegar a fila preferencial, mas, muitas vezes, acho difícil usufruir desta vantagem.

A grávida pode (e deve) ter acesso a essas filas desde o início da gravidez. Apesar de fazer parte do seleto grupo dos 30% das grávidas que não enjoaram e também de não ter sofrido tonturas ou mal estar, sei que a maioria das grávidas passa por esses incômodos e daí a importância da fila desde o iniciozinho. O chato é não ter barriga nenhuma para mostrar que você está grávida e justificar a sua permanência entre deficientes, idosos e mulheres visivelmente grávidas.

No 2º trimestre, a barriguinha já despontou e, geralmente, quem se sentia mal, sente-se melhor, já que os enjôos costumam passar nessa fase e as tonturas só acontecem se você se abaixar e levantar rápido demais. Por isso ele é conhecido como o "trimestre dourado". Então, como a barriga não está tão pesada e a sensação de conforto é maior, eu não vejo necessidade para pegar a fila preferencial! Lembrem-se: estou falando de mim.

E querem saber? Muitas vezes essas filas demoram bem mais que as outras! Os idosos são muito devagar e as grávidas muito distraídas! Pois é... Distração é um dos nossos sintomas.

E então chega o 3º trimestre, quando, então, o peso da barriga traz certa justificativa para a fila. Mas confesso que, antes da barriga pesar, não me sinto muito à vontade para usufruí-la. Gravidez não é doença e sinto-me tão saudável! Exceto quando sinto a famosa dor na região do cóccix por causa do alargamento da bacia que, muitas vezes, me impede até de andar direito. Mas aí não tem jeito, né? O quadril tem mais é que alargar!

Algumas vezes, por exemplo, querem que eu pegue o elevador, mas prefiro as escadas. Elas são importantes para fortalecer as pernas e melhorar meu condicionamento físico (e também não confio muito nos elevadores lá do trabalho!). Tem gente que não me deixa abaixar para pegar nada que cai no chão. E quase tudo que está na minha mão cai, viu? Esse é outro sintoma! (Juro!! Eu li!!) Obrigada pela gentileza, mas faço "coisas piores" no Pilates e nem sempre terei alguém para pegá-las para mim.

Sei que a minha opinião pode polemizar um pouco, mas é como eu me sinto. E sei que alguns países, como a Alemanha e Estados Unidos, compartilham da minha opinião e não oferecem esse tipo de fila. Se bem que as coisas são mais organizadas nesses lugares e funcionam mais rapidamente. Já experimentaram ir ao Mc no exterior e ficar pensando no que vai pedir na hora que chegou ao caixa?

Também confesso que, depois que a barriga apareceu, experimentei as filas preferenciais. Antes, de fato, não tive coragem, por mais que eu soubesse que era meu direito. Uma vez, no mercado, havia alguns senhores mais velhos na minha frente, mas como estavam com poucas compras, não demoraram muito para passar suas mercadorias e tudo correu bem. Mas outra vez, na Riachuelo, foi terrível. A fila preferencial estava grande e a outra maior ainda. Eu subi e desci duas vezes (!!) para analisar se era melhor pagar minhas compras no andar de baixo ou de cima. Estava realmente na dúvida se a minha barriga já era "de grávida", com medo de alguém ser rude comigo. Resultado de um trauma da 1ª gravidez, quando uma senhora começou a falar mal de mim pelas costas, mas com a intenção que eu a ouvisse, insinuando que eu estava na fila errada. Eu e minha amiga Cris quase saímos no tapa com ela!! Só porque eu era jovem, magrinha e estava com roupa de malhação e uma barriguinha de 4 meses... Ah esses hormônios...

Sei que às vezes é conveniente pegar essas filas (e tem muita gente que tira proveito da sua gravidez!) e só temos os nove meses de gestação para aproveitá-las, além do período de bebê de colo.  Mas quando pego essas filas sinto necessidade de fazer cara de pobre coitada para justificar seu uso! Um fato interessante, que eu não sabia, é que durante a amamentação, mesmo que seu bebê esteja em casa, você tem direito à fila preferencial lactante. O que faz até mais sentido: deixar o bebê seguro e confortável em casa, sair para resolver alguma coisa rapidinha e pegar fila preferencial para voltar logo para amamentá-lo. Mas ela funciona apenas em órgãos e serviços públicos (não sei como, porque eles próprios não funcionam direito!!)!

Para terminar minha pequena polêmica, também acredito que a idade que dá direito aos idosos (60 mulher e 65 homem) a ter acesso às filas preferenciais deve aumentar um pouco! Da mesma forma que gravidez não é doença, as pessoas estão envelhecendo de forma cada vez mais saudável!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Gravidez aos 36 - 3ª consulta


Depois de ter tido quase uma semana de cólicas intestinais e depois pontadas no baixo ventre e dores na região do cóccix, estava ansiando por esta consulta, para saber se estava tudo bem com nosso bebê. Err... Falando a verdade... Eu sabia que estava tudo bem. Queria mesmo era confirmar o sexo!!

As cólicas intestinais vão acontecer, porque está tudo mais apertado aqui dentro, então nem sempre a digestão vai ser bem feita. Esse é um dos motivos para comer alimentos mais saudáveis. Já as cólicas no baixo ventre, se forem algumas pontadas esporádicas, tudo bem. É tanta coisa acontecendo que é natural sentir incômodos e sensações diferentes. Mas se elas persistirem ou tiverem intervalos frequentes, aí é para se preocupar mesmo! E as dores na região do cóccix já eram de se esperar (mas confesso tinha me esquecido delas!! Também, 14 anos depois...). Dói muito, mas são tão interessantes...  É que são o resultado do alargamento dos ossos da bacia! Eu acho tudo isso incrível! Tudo o que envolve a gravidez é tão mágico! Bem, passei alguns dias andando engraçado e sempre que estava sentada e ia me levantar fazia cara feia, mas não deixam de ser interessantes.

Esta consulta estava marcada para o dia 14 de dezembro e “o mundo todo” sabia essa data, porque queriam saber qual o nome escolhido. Minha mãe toda hora me perguntava e eu respondia “só dia 14”. Já pensou se o USG mostrasse uma menina? Mas confesso que desde que eu tive o “Sonho de Ícaro" eu já sentia que era mesmo Ícaro e nosso bebê já tinha “cara de Ícaro”! O post sobre a escolha do nome já havia sido escrito e eu queria que a minha mãe lesse desde o início e não ouvisse qual era o nome simplesmente, porque ela falou para mim uma vez que não gostava do nome Ícaro, porque a sua história era muito trágica. Por isso queria que ela conhecesse a minha interpretação dessa história.

Mas então me ligaram do consultório para remarcar a consulta, porque meu médico estava atendendo uma paciente em trabalho de parto!! Eu fiquei ar-ra-sa-da! Primeiro porque eu já não aguentava mais e queria contar pra todo mundo sobre a nossa escolha. Só três pessoas sabiam além dos pais: o irmão mais velho, é claro, e minha irmã e sua amiga, porque as duas conhecem uma técnica infalível para fazer alguém contar um segredo e a  utilizaram (ao mesmo tempo!!) durante todo o trajeto de casa para o cinema!! Aí não teve jeito e tive que falar para poder assistir ao filme! Mas todo mundo desconfiava...

E segundo porque a consulta passou para o dia 16 e Beto viajava para Santos dia 15. Tive que ir sozinha, mas assim que terminou, ele foi o 1º a saber: “é menino mesmo!” E ficamos emocionados ao telefone.

Durante esta consulta confirmei as minhas anotações dos pesos:
30/09 – 58,0 kg
14/10 – 58,4 kg
18/11 – 58,6 kg
16/12 – 59,6 kg!!!

E depois abri meu caderninho para fazer as minhas perguntas e deixar meu médico informado sobre tudo o que aconteceu desde a nossa última consulta.

“Lembre-se: a única pergunta boba é aquela que não é feita.”
 (HARRIS, A. CHRISTINE. A agenda da gravidez: um guia do dia-a-dia (com informações práticas e conselhos úteis) para uma gravidez saudável e feliz). São Paulo: Marco Zero, 2002).

Contei sobre os meus dias de cólicas e dores, algumas noites que tive cãibras (se bem que já tive antes da gravidez, mas quis deixar registrado) e um espirro que eu dei quando estava deitada e foi daqueles que faz você fazer uma abdominal forçada contraindo a barriga!! Nossa!! Senti uma dor MUITO forte no abdômen, como se fosse um estirão muscular! Nunca mais espirro deitada!!

Tirei minhas dúvidas sobre:
1. A contagem dos meses, semanas, DPP... : finalmente compreendi melhor e pude escrever sobre o assunto (ler post).
2. A minha última USG (aquela famosa USG morfológica do 1º trimestre): ela não deveria ter sido feita transvaginal ao invés de abdominal? (não) e o osso nasal estava normal? (sim, isso estava escrito no laudo, mas não lembrava do meu médico ter feito nenhum comentário e quando uma amiga grávida me perguntou sobre o “meu” osso nasal, eu não soube responder, fiquei na paranóia se estava tudo bem mesmo e precisei me certificar).
3. Os exames de toxoplasmose: porque ele pede IgG e não IgM, já que “a IgG representa imunidade a eventos crônicos (que ocorreram há mais tempo) e a IgM representa imunidade a eventos agudos (que ocorreram há menos tempo)", segundo o Yahoo. Meu médico me explicou que se eu estivesse infectada agora, o IgG mostraria também. O importante é que deu tudo negativo!
4. O parto: se ele segue a linha de Frédérick Leboyer (sim, que bom!!)
5. Ocitocina: o que ele acha sobre o uso dela para induzir o parto. É que eu desejo que o meu parto seja o mais natural possível e me assustei com o relato de uma das grávidas do meu grupo de yoga para gestante, que me disse que, com a ocitocina, suas contrações aumentaram de tal forma que ela não tinha nem aquele espaço entre uma e outra para relaxar!! Bem, ele disse que a usa quando é necessário e como confio em seu trabalho, vou aceitar suas decisões, ainda mais que na hora eu não vou estar em condições de decidir nada!
6. Minha ida ao dentista: posso fazer uma restauração com anestesia? (sim)

“Preocupação, segundo determinada pesquisa, é uma das queixas mais comuns durante a gestação: atinge maior número de gestantes que a náusea e os desejos alimentares juntos. Noventa e quatro em cada cem mulheres se preocupam com a normalidade do bebê, e 93% se preocupam com a própria segurança e a do bebê durante o parto. É maior o número de mulheres (91%) que se preocupam com o seu aspecto físico do que com a própria saúde  (81%)  durante a gestação. E a grande maioria se preocupa simplesmente por estar muito preocupada.” 
(MURKOFF, HEIDE E. O que esperar quando você está esperando. 10ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010).

E vou continuar me preocupando, porque isso para mim significa ler muito a respeito, fazer curso sobre o parto, amamentação e primeiros cuidados, ter uma alimentação o mais saudável possível, praticar atividade física e fazer exercícios que auxiliem meu trabalho de parto, cuidar do meu relacionamento com Thiago e Beto, cuidar da casa, escrever meu blog, fazer o enxoval de Ícaro,...  E sem preocupação eu não teria motivação para fazer tanta coisa!

E depois de tantas perguntas, vou para Guarajuba relaxar nesse recesso e esqueço da pergunta principal: grávida pode usar repelente???

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Gravidez aos 36 - Uma prévia

Estou vivendo situações interessantes que parecem me mostrar o que está por vir. De uns tempos pra cá percebi que estou acordando muito à noite (pra fazer xixi) e, às vezes, acordo com fome também. Está até parecendo que já estou cuidando do meu recém-nascido: noites mal dormidas e alimentação de madrugada!

Hoje apliquei até a técnica do "enchendo o tanque" e tomei um copo de vitamina de frutas com farelo de aveia para garantir que, pelo menos, com fome, eu não acordaria de madrugada! Estou começando a achar que o bebê dará menos trabalho fora do que dentro da minha barriga!

Aprendi a técnica do "enchendo o tanque" com Tracy Hogg (A encantadora de bebês resolve todos os seus problemas: sono, alimentação e comportamento: do nascimento até os primeiros anos da infância. Editora Manole, 2006). "Essa técnica consiste em duas partes: a refeiçao robusta, feita em intervalos de duas horas no começo da noite (17:00 e 19:00 ou 18:00 e 20:00) e a refeição dos sonhos, oferecida entre 22:00 e 23:00 (dependendo do horário em que o seu parceiro costuma ir dormir)". Esta é uma forma de garantir que o bebê mame o suficiente e durma períodos mais longos à noite. Vamos ver se funciona com ele ainda dentro da minha barriga!

A outra situação tem a ver com aqueles rolinhos para manter o bebê dormindo de lado (condenados, por sinal - vejam a matéria na Revista Crescer). É que eu agora já durmo do lado esquerdo (e defronte para o banheiro!!), pois favorece a oxigenação para o bebê. E, para me ajudar a não sair desta posição e deixar a barriguinha bem confortável, adivinhem? Tentei usar a almofada de amamentação (que serve para isso, além do suporte para os seus braços na hora de amamentar), mas não deu muito certo e voltei para os meus travesseiros.

Ah, sim! Já ia me esquecendo! Além do leitinho morno de madrugada (que Miss Hogg não me ouça!), sempre que saio preciso levar lanchinhos e saber se terei onde beber água. Hoje mesmo levei maçã, barrinha de cereal, uma caixinha de uva passas e até um sanduíche de pão integral com queijo branco! Preciso alimentar esta criança e comer pouquinho e saudável a cada duas horas. "Lembre-se de que seu bebê pode estar com fome mesmo que você não esteja. Coma menos e mais frequentemente em vez de fazer apenas três grandes refeições por dia" (A Agenda da Gravidez).

Eu já tinha esse hábito, mas confesso que, com relação à parte do "pouquinho", ainda não precisei reduzir meu prato, só estou comendo muuuuito mais devagar. E quando eles nascem não é assim? Saímos com uma sacola de coisas: comidinhas, brinquedos, roupas extras, etc. Pois é... Tudo isso é para eu já ir me acostumando...

E acho que agora, neste recesso de final de ano, vou experimentar outra técnica de Miss Hogg: o E.A.S.Y. (eating, activity, sleep and you/alimentação, atividade, sono e tempo para você). Ela sempre fala "comece como quer terminar", então vou começar a estabelecer esta rotina desde a barriga =)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Gravidez aos 36 - A Contagem

"Tá de quantos meses?" É mais difícil responder essa pergunta do que aquelas questões de física (uma pessoa viajando de automóvel, numa estrada reta e horizontal e com velocidade constante em relação ao solo, bla bla bla)! Hoje, por exemplo, eu poderia responder esta pergunta de nove formas diferentes:




  1. Faltam 161 dias para a data provável de Ícaro nascer;
  2. Estou grávida há 105 dias;
  3. Estou na 15ª semana a partir da data da fecundação;
  4. Estou na 16ª semana a partir do 1º dia da minha última menstruação (21/08/2011);
  5. Estou na 17ª semana tendo como base meu último ultrassom;
  6. Estou na 16ª semana de acordo com os e-mails que recebo do site Guia do Bebê;
  7. Estou no 4º mês lunar;
  8. Estou no 3º mês solar;
  9. Estou com 17 semanas e 1 dia de gestação pela barrinha que acabo de adicionar ao meu blog =)
Não quero fazer contagem regressiva (1), porque quero curtir cada segundo da nossa gravidez (e porque não tem nada pronto ainda!!!). As pessoas já não entendem quando eu falo em semanas, imaginem em dias (2)!

Por isso prefiro acompanhar o que acontece comigo e com Ícaro através das descrições diárias da Agenda da Gravidez e a partir da data de fecundação (3). O problema é que ninguém sabe ao certo quando ela acontece. Você pode até saber quando ovulou e quando teve relação, mas o dia exato que o espermatozóide rompeu a barreira do óvulo é muito difícil saber, porque o óvulo pode esperar pelo menos dois dias antes de ser fecundado! 

Ah! E por falar nisso, vocês sabiam que é mais fácil ter uma menina se tiverem relação uns dois dias antes da ovulação e, para ter menino, no dia que a mulher estiver ovulando (o que foi exatamente o que aconteceu com a gente)? A explicação é bem simples: o espermatozóide feminino (com o cromossomo X) é mais resistente e ele vai durar até a mulher começar a ovular, já o espermatozóide masculino (com o cromossomo Y) é mais rápido e, se a relação sexual ocorrer no dia da ovulação, ele, com certeza, será o 1º a chegar ao óvulo e o bebê será um menino =)

Mesmo sem saber ao certo a data da fecundação, a Agenda da Gravidez propõe que você comece com a data prevista para o nascimento do seu bebê (dia 266) e date cada dia de trás para frente se guiando por um calendário. Dessa forma, encontramos o dia aproximado em que o nosso bebê foi concebido e a leitura torna-se incrível, começando por "hoje, um organismo de uma única célula formou-se quando o seu óvulo, ou ovo, se uniu ao espermatozóide de seu companheiro, formando o ovo. No decorrer dos próximos meses, sua filha ou filho vai se desenvolver a partir dessa mal visível célula única, chamada zigoto. Esse começo é chamado de concepção ou fertilização". Não chega a ser poético?

Acontece que os médicos consideram a data provável do parto como o 280º dia de gravidez, pois contam o tempo a partir do 1º dia da nossa última menstruação (mesmo critério das ultrassonografias). Isso ocorre porque é muito difícil saber a data da fecundação (4). 

Existe até um cálculo para descobrir a data provável do parto (DPP). No livro "O Manual do Grávido" (Publifolha, 2003) Claúdio Csillag e Humberto Saccomandi  contam, de forma séria mas, ao mesmo tempo, bem-humorada, sobre como impressionar sua esposa calculando de cabeça a DPP: "Comece perguntando quando começou a última menstruação dela (ela provavelmente saberá responder). Lembre-se dessa data, pois é considerada, por convenção, o início oficial da gravidez. Em seguida, sem franzir a testa, some sete dias à data e depois subtraia três meses".

Vejam o exemplo do livro. Vocês acreditam que eles usaram justamente a data de Ícaro?

Se sua última menstruação começou no dia: 21 de agosto (mês 8)
Some 7 dias:                                              +7
                                                                ____
                                                                  28 de agosto --> mês 8
Subtraia 3 meses:                                                                      -3
                                                                                              _____
Data provável =                                            28 de maio   <-- mês 5

Mas, se não quiserem quebrar a cabeça, vale a pena conferir esta calculadora!

Mesmo com as datas da fecundação ou da última menstruação compreendidas e você já acompanhando, anotando e celebrando aniversários (semanários, mensários, etc) antes mesmo do bebê nascer, chega a análise computadorizada do ultrassom (5) que mostra as medidas do seu bebê (Ícaro media 16,68cm e pesava 188,12g) e, por causa delas, aumenta mais alguns dias ou semanas, porque ele está maior ou mais pesadinho! Mas é melhor confiar no cálculo do seu médico mesmo! Apenas lembrando que pode ser duas semanas ANTES ou DEPOIS da DPP!!!

E para ler mais um pouquinho, porque a minha "biblioteca gravídica" não é suficiente (são 15 livros, ainda bem que quase todos emprestados!), eu ainda invento de me inscrever no site Guia do Bebê (6) para receber, toda sexta, um e-mail com informações sobre a evolução da minha gravidez (as informações diárias da Agenda da Gravidez já não eram suficientes??).

E por falar na Agenda, além do acompanhamento diário, ela ainda registra os meses lunares (7)! Cada mês lunar equivale a exatamente 4 semanas. Assim fica bem mais fácil contar! Acontece que quando as pessoas perguntam "tá de quantos meses?", elas querem saber quantos meses solares (8)! Que são os meses pelos quais nos guiamos e que, às vezes, terminam em 30 ou 31  e nunca são 4 semanas certinhas (dezembro mesmo tem 4 semanas e 3 dias). 

E é por isso que fica tão difícil responder esta pergunta. Se quisesse ser mais correta com relação aos cálculos médicos e do nascimento, preciso continuar contando as semanas, mas ninguém gosta dessa resposta, não é, Soninha? E não adianta dividir por quatro, porque você encontra o nº de meses lunares.O jeito é eu ficar com a DPP, que é 28, e contar os meses solares mesmo, afinal, depois que nasce não é assim? Só não preciso comemorar os mensários! E, para os amigos não se perderem, coloquei uma barrinha (9) que mostra onde está a nossa gestação em semanas e um resumo do desenvolvimento de Ícaro. A partir desta semana, por exemplo, ele já pode ouvir sons =)



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Gravidez aos 36 - A Escolha do Nome


Assim que decidimos engravidar, já que tudo meu é "pra ontem", fui logo perguntando qual seria o nome! Como é o 1º filho de Beto, quis lhe dar a honra da escolha. Ele já tinha pensado em alguns e me disse que gosta de nomes com "tr" (e eu com "th" kkk). Se fosse menina seria Mitra ou Petra. Confesso que torci um pouco o nariz ao ouvir esses nomes (a minha opção era Liz), mas queria que a escolha fosse dele.
Chegamos até a pesquisar na internet  possíveis nomes, se era de alguém famoso, significados, etc.

Petra não tinha nenhuma conexão comigo. Significa "pedra" mesmo ou "cidade de pedra perdida da Jordânia", o que também não ajudava muito. Já Mithra (de preferência com um "h" para eu ficar feliz também), é uma divindade hindu da honestidade, amizade, é ela quem sustenta o céu e a terra (muita responsabilidade, hun?). Mas esqueçam tudo isso. A escolha de Mitra foi por causa de Rhona Mitra, a modelo que posava de Lara Croft (Tomb Raider) e que depois fez filmes como Underworld. E eu aguento?



E depois de toda essa conversa, Beto foi comprar uma cerveja preta e adivinha qual era a única que tinha? Então Petra ganhou sentido =) Mas já pensaram, na escolinha, quando fizessem aquele projeto de como o seu nome foi escolhido? Nossa filha ia responder "por causa de uma cerveja" ou "era o nome de uma modelo que o meu pai adorava". kkk


Mas esses eram os nossos nomes de meninas: Mitra ou Petra. Menino seria Vitor, por causa de Victor Frankstein, do romance de terror de Mary Shelley e um dos livros favoritos de Beto. Vale ressaltar que Victor foi o médico que criou o monstro, não o monstro! Mas eu não estava muito feliz com a escolha, porque Vitor me parecia tão comum... principalmente se comparado com Mitra!

E só voltamos a conversar sobre o assunto quando engravidamos. E toda aquela conversa e a decisão de ficar entre Vitor ou Mitra pareciam não estar valendo. Tínhamos que voltar a pensar no nome agora que o bebê estava aqui presente, como se ele pudesse opinar. E não é que, de certa forma, eles opinam?

Minha irmã, por exemplo, escolheu o nome Anna para sua filha, mas teve um sonho: Anna nasceu e a parteira (é Alemanha, viu gente?) perguntava como ela iria se chamar. Minha irmã falou "Anna" e o bebê fez "cara feia". Então ela disse outro nome e o bebê chorou. E só então ela perguntou como ela gostaria de ser chamada e ela respondeu "Eva". O resultado? Minha afilhada chama-se Anna Eva =)

Eu não estava muito feliz (ou certa) de que os nomes seriam Vitor ou Mitra. Algo não estava fluindo... Eu conseguia imaginar Liz (confesso que por causa de Liz Gilbert =) ou meus nomes com "th" (Théo, Matheus, Thor...). Então, depois do resultado da última USG, quando dois médico disseram "parece" que é menino, mesmo sem a confirmação, mesmo sendo muito cedo para saber o sexo (12ª semana), fui fazer uma listinha depois de analisar 6.056 nomes que eu encontrei no site Estação do Bebê!

A minha lista tinha 15 nomes (Eric, Thor, Theo, Ben, Alan, Benjamin, Caio, Hugo, Ian, Ícaro, Nicholas, Olavo, Oscar, Otho, Thomás). Beto eliminou quase todos e ficamos com três: Ian, Eric e Ícaro. Eu quis fazer uma brincadeira no Facebook (FB) e olha o resultado? Meus amigos sugeriram outros nomes e minha família, além das sugestões, fizeram gracinhas! Só que, como eu disse, "a palavra final é do papai".


E para quem quiser usar o FB como ferramenta, aí vai o meu conselho: esqueça! Você terminar ficando triste por não gostarem dos nomes que vocês escolheu e sente que vai magoar quem não votou no nome escolhido. O melhor é só divulgar o nome quando tiver certeza da escolha e não se abalar com as opiniões alheias, afinal, a decisão é dos pais.
E foi então que a magia começou...
De madrugada, acordei às 3 da manhã com uma música na cabeça e não conseguia mais dormir! Precisei acessar a internet para ouvi-la de tão intensa que era! Ela dizia coisas do tipo: "sonho audaz", "eu sou assim", "viver e não fingir", "pedir não mais que permitir", "sentir o que eu não posso ter"...  Mas as partes que eu mais gosto dela são "ir até que o dia chegue enfim, em que o sol derreta a cera até o fim" (ir até o final, alcançar seu limite, se responsabilizar pelas consequências) e a outra que diz "o que faz de mim ser o que sou, é gostar de ir por onde ninguém for" (trilhar seu próprio caminho, ser autêntico). Não é  a minha cara? E a de Beto e a de Thiago também! Por isso, é bem provável que nosso filho seja assim, audaz =)

Descobriram qual é a música? Eu sei... Ela é brega, ela espanta ladrão de carro... Mas confessem... é linda demais!

E o melhor! Já serve como música-tema e canção de ninar! Ela é difícil de cantar, mas, como a própria letra diz, eu posso cantar uma "canção sentimental em qualquer tom" =)

Beto adorou a idéia do nome (não da música, que isso fique bem claro) e me respondeu na mesma hora com outra opção:


Então, fui acordada às 3 da manhã com uma música linda na cabeça que fala sobre ir em busca do seu sonho, ousar, arcar com as consequências, depois descobri que tem outra música linda que fala sobre esse mesmo tema, em uma versão mais heavy e cantada por ninguém mais, ninguém menos, que o Iron Maiden, uma das bandas favoritas de Beto, além disso, Ícaro foi um dos nomes finalistas dos 15, que eu havia escolhido, e dos três, selecionados por Beto (apesar de ter sido o nome que NINGUÉM votou!) e é personagem da mitologia grega, outro aspecto que tem muito a ver com Beto. Ah! E esqueçam a tragédia da história grega, porque a gente fez outra leitura, como na interpretação da letra do Biafra =)

E depois que tudo isso aconteceu, no dia seguinte, lá no trabalho, de bate-papo com Dani, ela me conta que estava se sentindo meio abafada e pensou em trechos de uma música ("voar voar subir subir"), porque lhe traz paz de espírito e a deixe mais leve!!! Fala sério, né Ícaro! Já recebi o recado!

Seja MUITO bem-vindo!!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Gravidez aos 36 - Entrevistando a Babá

Nosso bebê está previsto para nascer no dia 28 de maio, mas nunca é tarde para procurar a babá. Na verdade, queremos alguém para cuidar da casa (limpar, cozinhar, lavar), porque, por mais que eu adore fazer faxina (é terapêutico... não tem gente que vai dar porrada em saco de box? eu faço faxina...) a barriga está crescendo =)

Então, hoje, conhecemos Telma. Vovó Sana, já atenta, não só por estar preocupada com o netinho, mas também com o bem-estar da filha, deu a dica sobre Telma, que seria contratada para trabalhar com a minha avó, mas terminou não havendo necessidade.


Telma trabalha para a mesma família há nove anos, mas eles vão se mudar agora em dezembro. Até queriam levá-la, mas ela não quis ir. Sei que a relação deles é boa e de muita confiança. E isso já é um bom começo. Então, só faltava conhecê-la, pois tanto a gente precisa gostar dela, quanto ela da gente =)

Semana passada liguei para a casa onde ela ainda trabalha e marcamos a entrevista para hoje. Eu estava tão ansiosa que mais parecia que a entrevistada era eu! Li algumas dicas da
Revista Crescer e preparei a minha listinha de perguntas:
comentários sobre a pergunta
comentário sobre a entrevista

  1. Onde você mora mesmo? Com quem? Tem filhos?
    Eu já sabia onde ela morava, por isso o "mesmo" para confirmar e anotar. Se ela mencionasse filhos, precisava saber a idade e quem cuida deles. Daí aproveitaria para perguntar sobre a rotina da família, o que fazem no fim-de-semana, etc.
    Para minha alegria, ela tem um casal (ela 15 e  ele 17), mora só com os filhos e não pensa em ter outros.
  2. Quantos anos você tem?
    Algumas perguntas precisavam ser antes checadas e aprovadas, para só então marcar o encontro com a babá, mas como Telma veio muito bem indicada, quis logo conhecê-la e deixar a documentação para depois. A Revista Crescer, por exemplo, sugere fazer as seguintes perguntas antes, por telefone:
    a. Nome completo e telefone fixo - celular não é 100% confiável.
    b. Residência: vá até onde ela diz que mora, procure saber com vizinhos como ela é, como trata as crianças, etc 
    Acho um pouco demais...
    c. Agência, e ligue depois na empresa para confirmar
    d. Referências de empregos anteriores, se ela tiver. Exija tudo documentado 
    e. Pretensão salarial
    Prefiro nem perguntar... Vou logo dizendo que o que eu (mal) posso pagar é o mínimo!
  3. Até quando você foi à escola?
    O mais importante é que ela saiba ler e escrever e fale relativamente bem dentro da nossa pobre realidade cultural.
    E ela falava muito bem! Uma observação de Beto, que participou ativamente da entrevista =) Mas foi quase "posto pra fora" quando começou a falar que "não precisa limpar banheiro todo dia" ou "pode ir embora cedo quando terminar" e coisas do tipo... A própria Telma ficou do meu lado (graaaaaças a deus!!) kkkk 
  4. Já fez algum curso (babá, culinária, etc)?
    Aqui era só um
    plus, porque ela só precisa cozinhar o básico e gostar de criança (e gatos!).
    Como sua mãe e irmã são cozinheiras, acho que deve estar no sangue =) Ah! E já soube que sua especialidade é a cozinha mineira! Que tal?
  5. Onde mais você trabalhou?
    Será que só trabalhou em casa de família ou teve outros empregos?
    Ela só trabalhou em casas, pois achava mais seguro do que se aventurar em restaurantes.
  6. Com é o seu relacionamento com sua ex-patroa (seu marido e filhos)?
    Importante, mas essa informação eu já tinha, já que a família queria levá-la, mas, de qualquer forma, vou ligar para sua ex.
  7. Qual a rotina do seu trabalho? Tem algum momento de descanso (TV, novela, bíblia, etc)?
    Precisamos saber se ela é "noveleira" e largaria tudo o que está fazendo para ver alguma cena importante na TV ou se vai tentar nos catequizar.
    Que bom que ela só gosta de ouvir a Metrópole e de fone (se bem que isso pode ser preocupante quando o bebê estiver chorando!). Ela também me pareceu bem organizada. Falou sobre os cuidados diários com a casa e disse que se programa, combinando comigo, sobre as faxinas mais específicas (aquelas gavetas ou estantes mais altas, por exemplo).
  8. O que você espera do seu novo trabalho?
    Ela quer se aposentar trabalhando aqui!
  9. Quais são os seus planos para o futuro?
    Será que é muito jovem e ainda estuda para ter outro tipo de emprego?
    Tem 38 anos e é feliz fazendo o que faz =)
  10. Algum problema de saúde? Sua carteira de vacinação está em dia?
    Já tivemos uma com problemas de coluna, outra que não enxergava direito, outra muito gordinha que se cansava bastante...
    Agora, perguntar sobre a carteira de vacinação? Perguntei, não... A minha só ficou em dia porque planejei engravidar, se não fosse por isso não sabia nem onde estava... Mas está tudo bem. 
  11. O que você faria se meu filho...
    ...se machucasse?
    ...não quisesse comer?
    ... te batesse?
    ... não te obedecesse?
    ...chorasse muito?

    Ooops... nem perguntei... acho que a conversa rendeu e não vi espaço...
  12. Tem pique para brincar o dia todo e ainda fazer papinhas?
    Ooops de novo...
  13. Precisando, você poderia dormir aqui em casa ou viajar com a gente no fim-de-semana?
    Sim. Ela já faz isso. Ás vezes os pais viajam no fim-de-semana e deixam a filha, hoje com 15 anos, com ela.
  14. Você gosta do que faz? É feliz?
    Sim! Sim! Sim =)
Então é isso. Telma começa no dia 20 de janeiro e eu não vejo a hora de ter mesa posta, comida caseira preparada, almoço mineiro feito, sopa esquentada, casa sempre limpa, pratos sempre lavados, roupas perfumadas, lixos trocados, pães frescos comprados, estantes lá do alto alcançadas, sofá aspirado, ...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Gravidez aos 36 - O Melhor Momento


Para quem acompanha a nossa história, nós queríamos engravidar desde abril de 2009 e nosso bebê só veio em setembro de 2011. Foram 2 anos e 5 meses de muita espera, frustrações, ansiedades, alarmes falsos, dúvidas, medos, etc. E, agora que ele está aqui, penso que não poderia ter vindo em melhor época. Claro que eu estava um pouco preocupada com a minha idade, mas hoje em dia, com as inovações tecnológicas e um bom acompanhamento médico, consigo me sentir mais segura.

Em abril de 2009 meu sobrinho Pedro nasceu. Se eu tivesse engravidado logo não teríamos herdado tantas coisas! Já tenho berço (Pêu já vai ganhar sua cama nova), trocador, cadeira de amamentação, assentos para o carro, bebê conforto, cadeirão, sling, Havaianas, Crocs... e até farda da escola!

Em julho de 2009 eu fui para os Estados Unidos, mais especificamente para os parques. Gravidez e montanha-russa não combinam, não é mesmo?

Em setembro de 2009 dei início ao meu MBA em Recursos Humanos, já conversando com a minha coordenadora a respeito de uma possível gravidez. Mas nosso bebê quis que eu terminasse o curso.

Em outubro de 2009 Anna (minha sobrinha e afilhada) nasceu lá na Alemanha e minha mãe foi passar uns três meses por lá. Não daria para dividir a avó se outra netinha (ou netinho) nascesse no Brasil nessa mesma época. Ah! E é o mês do meu aniversário e eu pude bebemorar à vontade =)

Em dezembro eu fui para a Alemanha ajudar a minha irmã e receber a linda notícia de que eu fui escolhida madrinha =)

E passei janeiro de 2010 todo por lá...

Fevereiro teve trilha na Chapada, show do Coldplay no Rio...

Março fomos para o casamento de Fabi & Saulo em São Paulo e visitamos a família de Beto...

Maio Anna estava por aqui, abril teve trilha para o Pico das Almas, outubro mais bebemoração de aniversário (eu meio que sabia que não estava grávida, se suspeitasse, não beberia).

Dezembro fomos de novo para São Paulo ver Tetem, fizemos mais trilhas, Anna estava por aqui, o filho de uma amiga nasceu e eu me perguntava "por que não eu?"

E durante todo esse tempo eu e Beto conversávamos, fazíamos tabelinha, discutíamos nossos "sims" e "nãos", fazíamos as contas e continuávamos nos amando muito e desejando um filho. E foi então que veio a primeira mudança: meu divórcio saiu! O melhor presente de Natal que eu poderia ter recebido em 2010!

Para quem não sabe, durante todos esses anos que eu e Beto convivemos maritalmente eu continuava legalmente casada com meu ex. Foi um divórcio tão complicado, porque ele era estrangeiro e já não morava mais aqui no Brasil, que terminamos optando pelo  litigioso. O que talvez tenha demorado mais ainda... Só que a boa notícia veio no final de 2010. E eu, na mesma hora, pensei: será que você estava esperando por isso?

Depois disso, eu e Beto decidimos nos casar e anunciamos nosso "noivado" em janeiro de 2011. Se nosso bebê estava esperando o divórcio sair, na certa queria ver seus pais casados. E também queria que sua mãe se formasse (concluí meu MBA em abril de 2011). Então, até julho, o foco foi todo para o casamento... Mas não esquecíamos de você! Por exemplo, o meu vestido de noiva tinha uma saia com elástico e eu daria um jeito de folgar o corsette =)

Você deixou a gente curtir bastante o casamento. A cerimônia e a festa foram lindas! E deixou até a gente aproveitar a lua-de-mel também! Mas, de volta ao trabalho, havia um certo incômodo em mim com relação a trabalhar e a cuidar da casa sozinha...

Por mais que eu adore fazer faxina, passei a não achar correto cuidar de tudo sozinha quando Beto e Thiago podiam muito bem ajudar. Não temos empregada, diarista ou faxineira e acredito ser possível trabalhar e cuidar da casa. Em 1h30min arrumo o apartamento todo enquanto as roupas estão na máquina. Meu segredo? Nada de  coisas supérfluas e eu encaro a faxina como a minha ginástica do dia! Mas fazer tudo isso sozinha (e ainda lavar os pratos de todo mundo) passou a me incomodar. Resultado: conversamos e os dois foram muito compreensivos. Dividimos a casa em "territórios" e cada um é responsável pelo seu  uma vez por semana. Nossa casa não fica brilhando, mas aprendi a ser um pouco menos "neura da limpeza" (apelido carinhoso que Beto me deu =)

Agora cada um lava o que suja e Beto cuida da areia dos gatos. Algo que eu já vinha sinalizando (quando eu engravidar não vou poder cuidar da caixa de areia). E vocês acreditam que foi só depois dessa reunião familiar e de dividirmos as tarefas que engravidamos? Era como se nosso filho dissesse "Não quero a mamãe limpando a areia dos gatos e nem essa casa toda sozinha. Ela vai precisar dividir sua energia comigo." 

Essas crianças são muito inteligentes, antes mesmo de nascer! E, mesmo fazendo toda essa retrospectiva, o melhor momento é quando acontece, quando o bebê escolhe vir ao mundo (fecundação) e nascer (parto natural, sem hora marcada), independente dos pais terem planejado ou não. Há uma força divina que vai além de qualquer planejamento =)