sexta-feira, 23 de março de 2012

Gravidez aos 36 – Acupuntura na Gestação


A primeira vez que fui a Dr. Lim foi por causa de uma dor na articulação do meu braço de tanto carregar Thiago antes dele aprender a engatinhar. Gostei tanto que, de lá pra cá, voltei algumas vezes por causa de outras dores. Foi Dr. Lim, por exemplo, quem suspeitou que a dor que eu sentia no pulso não era somente por mau uso do mouse, mas também por causa de uma hérnia de disco na C5 e C6. Ele me mostrou que o músculo é o mesmo que vai do pulso à nuca e eu pude vê-lo com meus próprios olhos na exposição O Fantástico Corpo Humano. Nenhum outro médico sugeriu essa possibilidade. E eu fui a vários ortopedistas!

Dito tudo isso, ao sentir meu primeiro incômodo muscular na gravidez de Ícaro, voltei a procurar Dr. Lim, ligando para o meu obstetra antes, é claro. Ele achou uma ótima idéia, pois era uma dor muscular e eu não queria (nem podia) passar nada ou tomar remédio. Ela estava me incomodando muito, à direita da minha cintura (se é que eu ainda tinha uma!) e, a todo o momento, sinalizava a sua presença. Foi então que me lembrei da acupuntura. Estava com umas 20 semanas de gestação. Coloquei uma roupa que mostrasse logo meu estado gravídico e fui me consultar.

Ao chegar 
naquele ambiente branco e com decorações coreanas em cada detalhe, já senti a mudança de energia, um certo relaxamento. Parecia que estava em um spa ou resort e só isso já me fez sentir melhor. Mas, para a minha surpresa, fazer acupuntura na gravidez não é tão simples assim. Dr. Lim passou um bom tempo concentrado lendo a minha ficha, depois de ter feito algumas perguntas sobre o motivo da minha consulta e o desenvolvimento da minha gravidez. 

Eu já estava ficando preocupada. E fiquei mais ainda quando ele disse que cuidaria de mim e do bebê até o final da gravidez. Nossa! Será que a pontadinha na cintura é tão grave assim? Jurava que foi um estirão muscular ao estender a roupa no varal! Nós grávidas estamos muito mais flexíveis e com as articulações frouxas, portanto é preciso observar mais os esforços físicos para não sofrer lesões. 

Mas Dr. Lim me tranquilizou. Disse que cuidaria da minha gestação até o final, porque sabia que eu poderia ter mais queixas. No início da gravidez, por exemplo, a acupuntura pode ajudar com enjoos, vômitos e dores de cabeça. Tive apenas dores de cabeça, mas era só relaxar e esperar passar. Ela também pode melhorar a qualidade do sono e amenizar a azia e, quando a barriga começar a ficar maior e mais pesada, ela pode aliviar as dores lombares.

Dr. Lim ficou muito pensativo, analisando suas anotações com um desenho do corpo humano e seus pontos e me disse que não poderia fazer uso de tudo o que a acupuntura oferece, porque há pontos proibidos, que podem provocar contração uterina e antecipar o parto. Fiquei preocupada novamente e comecei a repensar a minha vinda, mas, pelo menos, já sei o que fazer se não entrar em trabalho de parto até 28 de maio!

Os pontos do desenho do corpo humano estão ligados ao sistema nervoso e são estimulados através de agulhas, mas elas são muito fininhas e superficiais e geralmente não doem. Mas, ás vezes, alguns pontos doem um pouquinho, mas só no primeiro momento. Eu acredito que seja porque são os pontos mais importantes relacionados ao que você está sentindo e se, por exemplo, você estivesse bem, esses mesmos pontos não doeriam tanto. Essas agulhinhas provocam reações em seu corpo e terminam por bloquear a dor, relaxar sua musculatura e estimular suas funções imunológicas. 

O objetivo da acupuntura é justamente equilibrar o fluxo de energia do seu corpo para que ele possa continuar seu trabalho: o de curar a si mesmo. Por isso achei muito interessante quando, na minha última consulta, Dr. Lim me disse: “agora vamos cuidar dos pontos mais importantes”. Ele estava se referindo a alguns pontos da nuca que servem para aliviar o estresse.

Pois é... A lista dos benefícios da acupuntura na gestação é grande. Ela funciona como analgésico, anti-inflamatório, antialérgico, reduz inchaços e ansiedade (principalmente quando a hora de conhecer Ícaro está chegando e a reforma não terminou!!), melhora a circulação, relaxa a musculatura, alivia a sensação de peso e até reduz os sintomas de depressão, mais comuns do que imaginamos.

E ela também é excelente para o período pós-parto, pois pode reequilibrar as funções do organismo e a produção hormonal, auxiliar na amamentação, deixando a mãe mais tranquila, o que reflete na produção de leite, pode curar a mastite e estimular o colágeno, fazendo com que as manchas desapareçam mais rápido.

Dr. Lim disse para, antes de irmos para a maternidade, no dia do nascimento de Ícaro, darmos uma passadinha por lá para que ele me auxilie nas dores das contrações. Espero que não seja através de agulhadas mais profundas que me façam esquecer a outra dor... De qualquer forma, isso vai depender da nossa pressa e se a clínica vai estar aberta. Acho melhor não contar com essa ajuda, apesar de ser caminho. O interessante mesmo seria se ele fosse com a gente para o hospital =)


São muitos benefícios, mas concordo com Dr. Lim com relação aos pontos mais importantes. Afinal, nossas emoções são as principais responsáveis pelos sintomas físicos e, ao serem tratadas, todo o resto se reequilibra. E quando a mãe fica bem, o bebê fica bem. O segredo está no equilíbrio físico e emocional. Se não for através da acupuntura, que seja através da meditação, yoga, alimentação saudável ou, simplesmente, parando um pouquinho para respirar.

Levei "de presente" alguma agulhinhas nas costas, por causa de uma dor no omoplata esquerdo. Justamente o lado recomendado para dormir... 

Observação importante: "As medicinas complementar e alternativa também podem ter muita força. Dependendo de como é utilizado, esse poder tem efeito terapêutico ou nocivo. Lembre-se de que 'natural' não é sinônimo de 'seguro', como também 'químico' não é sinônimo de 'perigo'. Peça aconselhamento de seu médico a respeito de possíveis riscos e benefícios no uso das medicinas complementar e alternativa durante a gravidez".
MURKOFF, Heidi E. O que esperar quando você está esperando. 10ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Record, 2010.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Gravidez aos 36 – Desejos

Desejo para mim é coisa de filme. Esse negócio do marido sair correndo no meio da noite atrás de jaca, quando nem é época, é apenas um jeito de paparicar a mulher que não encontrou outra forma de expressar sua carência afetiva. É uma necessidade emocional.

O que de fato acontece é uma mudança em nossas preferências alimentares. Passamos  a gostar muito de determinado alimento ou a ter aversão por outro. E mais uma vez podemos culpar os hormônios.

Mas eles não são os únicos culpados. Acredita-se (e eu acredito) que nosso organismo materno reage de forma muito inteligente ao que pode nos fazer bem ou mal. O problema é que, antigamente, o desejo por cálcio faria com que a gente fosse atrás de leite e queijo e agora, em meio a tantas opções de comida, nosso corpo se atrapalha na hora de interpretar os sinais e pensa logo em um sundae!

E é preciso estar atenta para não ceder aos desejos por alimentos não nutritivos (e engordativos). Podemos procurar um substituto saudável à altura. Não é tão difícil. Aprendi, por exemplo, a saciar minha vontade de comer doce com iogurte natural desnatado misturado à geleia de frutas vermelhas da St. Dalfour (sem açúcar e sem ingredientes artificiais). Outra dica é, simplesmente, não comprar guloseimas!

Mas é claro que, de vez em quando, eu cedo. Mas não considero desejo de grávida. Brigadeiro de panela e Crunch ao leite, por exemplo, fazem parte da minha vontade desde sempre! Grávida ou não!

E as vontades malucas de comer terra ou cimento? Já ouviram falar? Uma colega minha do Pilates confessou que, quando estava grávida, aproveitou a reforma e colocou cimento na boca!! Sério... Não sei se ela engoliu... Isso é uma deficiência nutricional, provavelmente de ferro. E se você tiver vontade de ingerir coisas que não são alimentos, procure seu médico ou psiquiatra!! Ou canalize seus desejos para o enxoval do bebê!!

Na gestação de Ícaro quem teve mesmo desejo foi Beto. E enjoo! Lembram do post Gravidez aos 36 - O anúncio? Beto quis comer manjar de coco com calda de morangos frescos, que é uma das especialidades de Tina, cozinheira dos meus pais. E quando ele quis comer mais um pouquinho e descobriu que a sobremesa já tinha acabado, Tina fez outra, igualzinha, e só pra ele! E outro dia Beto quis comer um temaki à meia-noite! Sem falar no bolo de aipim... Ah, que bom que ele pegou esse sintoma para ele...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Gravidez aos 36 – Calma

No meu post Para Amamentar é preciso ter CALMA falei sobre a nossa primeira visita a este Consultório de Aleitamento Materno, o Calma. São quatro consultas e hoje fomos para a 2ª.

Este segundo encontro é sobre técnicas de amamentação. Nossa enfermeira Eliene nos saudou de forma muito carinhosa, nos chamando pelos nomes e nos entregando "Ícaro". Um bebê muito parecido com um de verdade, inclusive bem pesadinho, para ser usado durante as demonstrações. Beto ficou um pouco desconcertado quando Eliene pediu que ele segurasse “Ícaro” (devia ter registrado esse momento!), mas não teve para onde fugir. Enquanto Eliene me ensinava a examinar minhas mamas, ele ficava ao meu lado carregando o bebê e prestando atenção, porque são muitos detalhes! Bem que Priscila me avisou para levar um gravador! Porque ou eu "dava de mamar" ou eu escrevia no meu caderninho!

Nós dois parecíamos alunos, porque Eliene perguntou se havíamos lido o texto entregue na consulta anterior para iniciar a sessão de perguntas! Beto é da turma do fundão e disse que nem lembrava qual era o texto, que já tinha tanto tempo...  (entrego logo!!) e eu disse que havia lido, mas tinha esquecido a pasta, depois culpei a greve da polícia por não termos vindo mês passado e por isso demoramos muito para retornar e eu não conseguia me lembrar direito o conteúdo e... e... (vixe! quem é o pior da classe??).

Mas a aula começou e Eliene nos mostrou alguns slides e perguntou o que estava errado com uma das mamas. Eu acertei! Estava muito inchada e o mamilo não estava protruso. Ela novamente examinou as minhas mamas e gostou do que viu! Não preciso usar a concha para aumentar a protrusão, pois meus mamilos já estão prontos! Só preciso continuar usando o sutiã de furinho e tomando os banhos de sol.

Em seguida ela me ensinou técnicas para examinar as mamas e o teste de flexibilidade areolar e o que fazer quando não estiver flexível (ui!!). Fiquei até emocionada. Chorei, não porque doeu um pouquinho, mas porque saiu bastante colostro =) Depois de todos esses exames “amamentei Ícaro”. Ela aprovou minha técnica, mas me instruiu a melhorar um pouco mais o contato da barriguinha dele com a minha e deu a dica (importantíssima) de  sustentar as mamas com a sua mão em forma de C, fazendo tipo uma bandeja com os quatro dedos. Pois é... Comida de bandeja...

Depois revisamos a pega correta (que não deve doer e nem fazer barulho), colocar e tirar os seios da boquinha de Ícaro (a dica do mindinho é muito importante para que ele não morda o mamilo, o que costuma ferir seriamente), como sentar na posição correta para amamentar (a lua é do lado e não na frente), o tempo das mamadas, como reconhecer quando Ícaro estiver satisfeito e o que fazer no período da apojadura (ou quando o "leite desce" =).

Tudo isso foi praticado com o bonequinho e com Beto prestando muita atenção. Também falamos sobre o ambiente tranquilo para a amamentação, pelo menos até eu e Ícaro nos entendermos, porque depois eu posso dar de mamar até lendo um livro! Dessa vez não teve tarefa de casa, mas saímos com tanta informação que eu precisei escrever logo, como forma de revisar tudo o que foi aprendido hoje. Agora só faltam mais duas aulas com Eliene, o curso de preparação para pais da maternidade, terminar de ler alguns livros e a prova, que será em maio, mas não tem data marcada porque será surpresa =)

domingo, 4 de março de 2012

Gravidez aos 36 – Meu Plano de Parto


Apesar de não fazer parte da rotina dos hospitais brasileiros (também, por que faria, já que o índice das cirurgias cesarianas é altíssimo?), resolvi escrever meu plano de parto, uma carta que inclui as nossas escolhas com relação à maternidade, aos procedimentos que aceitamos ou preferimos evitar e como gostaríamos que nosso bebê fosse cuidado ainda no hospital.

Mas seu objetivo maior é nos ajudar a refletir sobre o parto e a ter conhecimento sobre os procedimentos envolvidos em todas as suas fases, inclusive no pós parto, para que possamos conversar melhor com nosso obstetra e ficarmos mais seguros. Sabemos que a sua característica principal deve ser a flexibilidade, porque a saúde da mãe e do bebê deve estar em primeiro lugar. Por isso estamos cientes que nem tudo que queremos pode ser possível.


Apesar disso, não gostaríamos de nos submeter aos procedimentos hospitalares simplesmente porque fazem parte de uma tradição. São tantas intervenções para o parto normal, que o nascimento, que deveria ser um acontecimento natural, passa a ser um procedimento médico muito complexo, com alguns procedimentos desnecessários que não tem respaldo científico. E nós temos o direito de participar das decisões e de saber os benefícios e prejuízos que cada um destes procedimentos, exames ou manobras médicas podem provocar em nós e em nosso bebê.


Por isso compartilho o meu plano e logo depois disponibilizo um questionário para quem quiser ajuda para fazer o seu. O modelo da carta, as explicações e este questionário foram retirados do site
Amigas do Parto.
Meu Plano de Parto:

Estamos cientes de que o parto pode tomar diferentes rumos. Abaixo listamos nossas preferências em relação ao nascimento de nosso bebê, caso tudo transcorra tranquilamente. Sempre que os planos não puderem ser seguidos, gostaríamos de ser previamente avisados e consultados a respeito das alternativas.
1. Trabalho de parto:
- Presença de meu marido;
- Sem perfusão contínua de soro ou ocitocina
; 
- Liberdade para comer e beber enquanto seja tolerado
; 
- Liberdade para caminhar e mudar de posição; 
- Liberdade para o uso ilimitado da banheira ou outras alternativas de alívio da dor (música, massagem, respirações)
; 
- Monitoramento fetal: apenas se for essencial, e não contínuo
; 
- Analgesia: peço que não seja oferecido anestésicos ou analgésicos. Pedirei quando achar necessário. Quero tentar alternativas para a diminuição do desconforto. Aceito sugestões;
- Tentar posições ou movimentos antes de iniciar o uso de ocitocina;
- Não quero ruptura artificial da bolsa;
- Quero poder fotografar e filmar;
- Quero poder ouvir músicas;
- Caso eu ache necessário pedirei para fazer a lavagem intestinal;
- Não quero que seja feita a raspagem dos pêlos no hospital, estarei com a depilação em dia.

2. Parto (hora do nascimento):
- Quero experimentar a posição semi-reclinada, mas aceito outras sugestões;
- Não quero usar estribos;
- Na fase da expulsão, prefiro fazer força guiada pelo meu médico;
- Prefiro luz baixa, porta fechada, ambiente calmo;
- Não quero episiotomia. Gostaria que o períneo fosse amparado para não lacerar, mas deixo a decisão para meu médico;
- Imediatamente antes do nascimento gostaria que as luzes fossem abaixadas e o ar condicionado desligado (Parto Leboyer);
- Quero ter o meu bebê imediatamente em meu colo após o nascimento;
- Se houver necessidade de succionar as vias respiratórias, prefiro que seja feito enquanto ele está comigo;
- O cordão umbilical deverá ser cortado depois que parar de pulsar.
3. Após o parto:
- Aguardar expulsão espontânea da placenta com auxílio da amamentação;
- Bebê comigo o tempo todo, mesmo para avaliação e exames;
- Quero poder fotografar e filmar;
- Se houver laceração quero anestesia local, sutura endodérmica;
- Liberação para o apartamento o quanto antes;
- Não me incomodo de ficar três dias no hospital.

4. Cuidados com o bebê:

- Amamentação sob livre demanda, não oferecer água glicosada ou bicos;
- Alojamento conjunto o tempo todo, sem separação para observação. Caso seja necessária a separação, o pai deverá acompanhá-la o tempo inteiro;
- Avaliação na presença de um dos pais;
- Não dar banho ou vestir sem nos consultar;
- Não passar sonda sem necessidade;
- Não aplicar vitamina K, nitrato de prata ou vacinas sem nos consultar;
- Caso seja necessário algum procedimento de urgência, nos avisar dos detalhes e porque está sendo feito.

5. Caso a cesárea seja necessária:
- Gostaria da presença de meu marido;
- Anestesia: peridural, sem sedação;
- Gostaria de ver a hora do nascimento, mas não a cirurgia;
- Após o nascimento, gostaria que colocassem o bebê sobre meu peito e que minhas mãos estejam livres para segurá-lo;
- Imediatamente antes do nascimento gostaria que as luzes fossem abaixadas e o ar condicionado desligado;
- Amamentação o quanto antes;
- Quero poder fotografar e filmar.

Agradeço a compreensão da equipe envolvida e por participarem desse momento tão importante para a nossa família.

Tabelinha para quem quiser refletir sobre o seu trabalho de parto:

DURANTE O TRABALHO DE PARTO
Você Quer?
Minhas respostas
Explicação
Meus comentários
Presença de um acompanhante de sua escolha durante todo o parto, da admissão ao nascimento.
Sim
Elimina o estresse da separação. Seu parceiro pode provê-la com suporte emocional durante o trabalho de parto e durante   todos os procedimentos necessários. A presença do pai propicia a formação dos   laços familiares com o novo membro que vai nascer.
Não fiz Ícaro sozinha =) Não imagino passar por todo o trabalho de parto sem Beto ao meu lado. Seu apoio é fundamental para que eu me sinta segura e confiante. Para isso, estamos lendo e participando de muitos cursos.
Presença de outras pessoas da família ou amigos   durante o trabalho de parto e parto
Não
A presença de outras pessoas da família ou amigos pode significar mais apoio   para você e seu parceiro. Não há aumento na incidência de infecções, desde que essas pessoas não apresentem sinais de doença (por exemplo, coriza ou diarreia).
Acho que este é um momento muito íntimo para o casal e outras pessoas só iriam atrapalhar a minha concentração. Mas gostaria da presença de minha mãe, porque talvez Beto precise de apoio =)
Lavagem Intestinal (Enema, Fleet-Enema)
Sim
A lavagem intestinal é desconfortável e desnecessária se você teve funcionamento normal do intestino nas últimas 24h. No entanto, se você estiver constipada, você poderá desejar uma “aplicação”.
Não vejo nada demais em fazer. Aproveito e me desintoxico =) Só espero que seja logo no início, com as contrações ainda leves.
Liberdade para caminhar
Sim
Caminhar estimula o útero a funcionar eficientemente. Os trabalhos de parto que incluem livre caminhar, são tidos como mais curtos e menos propensos a receber medicamentos analgésicos.
Quero me sentir livre para experimentar e decidir o que pode funcionar melhor.
Liberdade para mudar de posição
Sim
Sentar, deitar de lado, ajoelhar, acocorar, cada posição pode funcionar melhor ou ser mais confortável em diferentes momentos do trabalho de parto.
Quero me sentir livre para experimentar e decidir o que pode funcionar melhor.
Uso da água no trabalho de parto
Sim
Passar parte(s) do trabalho de parto sob o chuveiro ou imersa numa banheira diminui a necessidade de medicamentos para dor.
Vou experimentar. Não quero que Ícaro nasça na água, mas acredito que a banheira vai ajudar a aliviar as dores das contrações.
Bebidas e alimentos com alto teor de carboidratos e pouca gordura à vontade
Sim
Alimentos ricos em carboidratos e pobres em gordura permitem digestão rápida e suprimento energético necessário durante o trabalho de parto. Líquidos previnem a desidratação.
Se eu conseguir pensar em comida ou se eu tiver fome, quero comer, sim. Afinal, a 1ª fase do trabalho de parto costuma ser longa.
Água e bebidas leves
Sim
Você pode ficar com a sensação de boca seca por causa das técnicas de respiração.
Gostei da sugestão da pedra de gelo, vamos ver se conseguimos algumas =) Porque a idéia é evitar o ressecamento dos lábios.
Objetos pessoais (camisola pessoal, música, flores)
Não
Objetos familiares podem melhorar a experiência do parto ao permitir um melhor relaxamento e mais conforto.
Acho que a maternidade não vai me deixar usar a minha própria camisola. Flores eu não faço questão. Mas a seleção musical já está quase pronta. Na verdade, nem   sei se vou conseguir ouvir música, mas   quero experimentar. Prefiro relaxar no pensamento, sabendo que a cada contração estaremos mais perto de Ícaro.
Tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos) apenas se desejado
Não
A raspagem dos pêlos não diminui a incidência de infecções e o crescimento dos pêlos pode ser bastante desconfortável.
Na verdade eu já me depilo com cera desde os meus 12 anos... Então já irei prontinha para a maternidade com uma depilação feita especialmente para o parto =)
Infusão intravenosa apenas se houver indicação médica
Não
A infusão intravenosa restringe a mobilidade e interfere no relaxamento. A ingestão de líquidos leves no trabalho de parto reduzem a chance de desidratação. As hemorragias em partos espontâneos e não medicamentosos são muito raras para justificar a IV preventiva.
Apenas se meu médico achar necessária, já que a prioridade deve ser a saúde e a segurança minha e de Ícaro.
Monitoramento   fetal eletrônico apenas se houver   indicação médica
Sim
Em parturientes de baixo risco, a auscultação dos batimentos cardíacos fetais por uma enfermeira treinada, demonstrou ser tão efetivo quanto o uso do monitoramento fetal eletrônico. Além disso o aparelho restringe o movimento, podendo ser inclusive bastante incômodo. Geralmente as mulheres são instruídas a deitar de costas, posição que pode ser muito desconfortável e ter ação negativa sobre o trabalho de parto. O uso intermitente do monitor pode ser uma alternativa.
Apenas se meu médico achar necessária, já que a prioridade deve ser a saúde e a segurança minha e de Ícaro.
Rompimento espontâneo da bolsa das águas
Sim
O líquido amniótico contido na bolsa tem um efeito de proteção, equalizando a pressão sobre o bebê, o que resulta em menos pressão na cabeça. O rompimento artificial da membrana aumenta as chances de infecção e cria um limite de tempo para o parto.
Espero que a bolsa se rompa espontaneamente, como aconteceu no nascimento de Thiago. Se não, acho que é uma decisão médica, pensando em nossa saúde e segurança.
Medicação para alívio da dor administrada apenas quando solicitado por você, e com informações completas sobre possíveis efeitos sobre você, o bebê e o trabalho de parto
Sim
Todo e qualquer medicamento tem um efeito   potencial que pode afetar você, seu bebê e seu trabalho de parto. Saber de   antemão os benefícios e riscos dos medicamentos usados pelo médico permitem que você faça escolhas conscientes.
Já conversamos bastante com nosso médico e ficou decidido que ocitocina, anestésicos ou analgésicos somente se extremamente necessário.
Presença de acompanhante de parto profissional   para suporte contínuo (massagista, doula, enfermeira, ou obstetriz sem vínculo com o hospital)
Não
Um profissional experiente, que tenha um comprometimento com você em relação ao tipo de parto que você deseja, pode oferecer importantes informações adicionais. A presença de uma doula pode reduzir suas chances de ter uma cesárea em até 50%, pode tornar o trabalho de parto mais curto, pode fazer o uso de ocitocina menos necessário, reduzir a necessidade de anestesia e de uso do forceps. Uma massagista ou terapeuta corporal pode utilizar técnicas   de alívio dos desconfortos do parto.
Beto faz a massagem. Não quero ninguém além de nós dois (e talvez minha mãe na 1ª   fase). Até Drª Shin, minha acupunturista, “quer participar”. Ela sugeriu que eu desse uma passadinha em seu consultório antes de ir para a maternidade para ela me ajudar com as contrações. Será que eu vou ter cabeça pra passar lá? É até caminho... Mas tem que ser um dia que ela esteja, não poderá ser de madrugada... melhor deixar pra lá...
Ocitocina ou drogas de efeito similar para indução ou aceleração do trabalho de parto apenas sob necessidade médica.
Sim
As contrações induzidas por ocitocina são mais difíceis de serem suportadas do que as contrações naturais, tanto para você como para o bebê. Os riscos do parto induzido incluem restrição do suprimento de oxigênio do bebê e parto prematuro. As complicações decorrentes do uso de ocitocina podem aumentar as chances de uma cesárea ser necessária.
Apenas se meu médico achar extremamente necessário, já que a prioridade deve ser a saúde e a segurança minha e de Ícaro.
Uso de suíte de parto ou a mesma cama para o trabalho de parto e parto.
Sim
Isso evita que você seja transferida às pressas, geralmente deitada de costas numa maca, da sala de pré parto para a sala de parto, durante a fase de expulsão. Muitos hospitais já oferecem as “suítes de parto” ou “LDR (Labor and Delivery Room)” onde a parturiente fica durante todo o trabalho de parto, parto e recuperação.
Se tudo der certo será assim, já que existe uma sala de trabalho de parto na maternidade Santa Maria e você pode usá-la durante todo o trabalho de parto e o parto =)
DURANTE O PARTO EM SI
Você Quer?
Minhas respostas
Explicação
Meus comentários
Posição para expulsão confortável (para você) e eficiente
Sim
A posição semi-reclinada (quase sentada), deitada sobre o lado esquerdo, de joelhos ou cócoras pode ser bem mais confortável que ficar deitada de costas. Deitar de costas comprime o cóccix, diminui o diâmetro da pélvis, pode ser desconfortável e faz o útero pesar sobre artérias importantes, impedindo um bom fluxo sanguíneo. Acocorar-se faz diminuir o canal de parto, aumenta a abertura da pélvis para seu maior diâmetro, e faz as contrações serem mais eficientes, já que o trabalho está sendo auxiliado pela gravidade.
Já sei que a cama da maternidade Santa Maria reclina bastante e chega a virar uma cadeira e sei que não gostei nem um pouquinho de ficar de cócoras no parto de Thiago. Então vou experimentar a posição semi-reclinada.
Usar estribo
Não
A posição de litotomia, na qual você se deita de costas e coloca os pés nos estribos, faz com que o parto seja um esforço contra a gravidade e força você a empurrar o bebê para cima. Estribos abertos, embora dêem ao médico uma excelente visão do campo de trabalho, fazem o períneo esticar demasiadamente, aumentando a necessidade de uma episiotomia.
Sem estribos, quero liberdade.
Episiotomia
apenas se for necessário
Ao permitir que a cabeça do bebê emerja vagarosamente, apenas sob as forças uterinas, o períneo tem maiores chances de distensão, o que minimiza as chances de laceração. A recuperação da   episiotomia pode ser bastante desconfortável. A cicatriz muscular pode afetar posteriormente o prazer sexual. A episiotomia diminui o período expulsivo, podendo ser   necessária em caso de sofrimento fetal ou se for preciso o uso do fórceps. Muitos médicos fazem a episiotomia rotineiramente, independente de ser necessária, o que não tem qualquer justificativa aceitável.
Conversamos com nosso médico e ele prefere fazer a episiotomia. Em meu 1º parto fizeram e eu lembro que foi tranquilo durante a fase de expulsão, mas, no pós parto, os pontos  incomodavam muito e ir ao banheiro era muito desconfortável. Mas confesso que tenho medo da laceração... E se já faz parte da rotina do meu médico, deixa quieto...
Anestesia “regional”
apenas se for necessária alguma intervenção cirúrgica
Anestesia é desnecessária nos casos de partos sem complicações. No caso de uma episiotomia, um anestésico local pode ser aplicado na hora.
Sem complicações =) Anestesia só na hora da episio.
Nascimento suave (Parto Leboyer)
Sim
O nascimento Leboyer é uma atitude, mais que um procedimento. Diminui o trauma sensorial e físico do bebê na hora no nascimento.
Vamos ver se dessa vez rola uma musiquinha? Porque eu já sei que diminuem as luzes e o ar-condicionado.
Clampeamento do cordão apenas depois que parar de pulsar
Sim
O clampeamento tardio permite que o bebê continue recebendo oxigênio pelo cordão umbilical enquanto o sistema respiratório começa a funcionar.
Faz parte do procedimento do nosso médico.
O Pai corta o cordão umbilical
Sim
Aumenta a participação do pai no nascimento.
O pai de Thiago cortou, mas já sei que nosso médico não permite, e Beto não se importou.
Bebê colocado imediatamente no seu colo (ou sobre   a barriga, ou nos braços)
Sim
O contato imediato pele-com-pele é benéfico. Se mãe e bebê forem cobertos com um cobertor, a temperatura do bebê é mantida.
Faz parte do procedimento do nosso médico.
Bebê amamentado assim que possível
Sim
A sucção do bebê estimula a produção materna de ocitocina, que induz o delivramento da placenta e reduz o sangramento pós parto. O reflexo de sucção do bebê é mais forte nas primeiras horas após o nascimento. O colostro age como um laxativo, limpando o trato intestinal do bebê do muco e do mecônio.
Espero que dessa vez eu aguente, porque é tanta emoção e exaustão que, às vezes, fica difícil se envolver com outra emoção maior, que é a amamentação.
Antibiótico oftálmico ou nitrato de prata apenas depois do período de formação do vínculo (primeiras horas após o parto)
Sim
Esses produtos interferem na visão do bebê, que é muito importante durante o período de vínculo, logo após o parto.
 Mas sabemos que essa é uma decisão da equipe de neopediatria.
Placenta expulsa espontaneamente da parede do útero.
Sim
Tração ou massagem pode fazer com que parte do tecido placentário permaneça no útero, podendo provocar infecção e hemorragia pós-parto.
Preciso confirmar qual o procedimento do nosso médico, mas nós temos uma relação de confiança, então sabemos que essa decisão é dele.
Vínculo
Sim
As primeiras horas após o parto são muito importantes no desenvolvimento da ligação afetiva entre os pais e o bebê
Claro que queremos ficar logo pertinho, mas sem neura. Já sabemos que o procedimento da nossa maternidade é levar para o berçário, enquanto no Aliança, por exemplo, fazem esses exames no quarto dos   pais.
Tirar fotografias ou filmar durante o parto
Sim
São formas maravilhosas de se lembrar desses momentos incríveis, desde que não atrapalhem a concentração da mãe ou impeçam o pai de participar ativamente no   auxílio à sua companheira…
Dar conta de presenciar o nascimento do seu filho e ainda registrar não é pra qualquer um e a prioridade é me dar apoio! A foto fica para só depois que a cabeça passar, porque o resto é moleza =)
PÓS-PARTO
Você Quer?
Minhas respostas
Explicação
Meus comentários
Amamentação
Sim
Em termos nutricionais, o seu leite é o alimento perfeito para o seu bebê. A amamentação é uma experiência emocionalmente   gratificante tanto para o bebê como para a mãe e é econômica. Ajuda o útero a   contrair e voltar mais rapidamente ao tamanho normal.
Já estamos nos preparando, fazendo o curso do CALMA (Consultório de Aleitamento Materno). Tanto eu quanto Beto participamos, porque sabemos que o início do período da amamentação é muito delicado e quanto mais apoio e conhecimento, mais tranquilo fica.
Separação entre mãe e bebê
Somente se houver indicação médica
O contato contínuo mãe-bebê favorece a formação do vínculo entre eles. Aumenta as oportunidades para a equipe de enfermagem oferecer instruções sobre os cuidados com o recém nascido. Os primeiros banhos podem ser dados no quarto da mãe.
Depois do 1º contato e amamentação logo após o seu nascimento, Ícaro só passará 2 horas no berçário, acompanhado pelo pai. Depois ficará com a gente o tempo todo.
Oferecer ao bebê água, leite em pó ou chupeta
Não
O oferecimento de bicos e mamadeiras ao bebê pode provocar confusão, já que exigem uma ação diferente da língua, comparada à da amamentação natural. Se o bebê é alimentado no berçário entre as mamadas, ele não vai sugar adequadamente para o estímulo mamário da produção de leite.
Nosso objetivo é amamentar Ícaro exclusivamente até o 5º mês e, quando eu voltar a trabalhar, mamadeira com leite materno até o 6º, para depois começar a introduzir outros alimentos, seguindo a   orientação da pediatra. Mas sabemos que tudo isso depende de uma amamentação tranquila, por isso   tantos estudos e tantos preparativos.
Alojamento conjunto 24 horas
Sim
Permite contato íntimo entre pais e bebê, favorecendo a formação do vínculo. Você poderá amamentar sob livre demanda e aprender os primeiros cuidados com seu bebê ainda sob a supervisão das enfermeiras.
Já conhecemos até nosso quarto.
Pai deverá ficar no apartamento com mãe e bebê até a alta.
Sim
Reforça os laços familiares. Permite que o pai participe dos cuidados com o bebê. A   maioria dos hospitais particulares oferece a possibilidade do pai ficar alojado com a mãe no apartamento privado.
Ficaremos todos juntos. E se o irmão mais velho quiser, fica também =)

p.s. Mas vou deixar Beto dar uma escapadinha para “bebemorar” com seus amigos   lá no terraço.
Visitação à vontade dos irmãos mais velhos
Sim
Ajuda as crianças mais velhas a perceberem que você está bem. Encoraja a aceitação do novo bebê pelos irmãos.
Visitação à vontade de toda a família depois que Ícaro nascer.

Espero ter contribuído de alguma forma para o parto humanizado de vocês =)